É irreversível o rompimento do grupo de Leon Deniz com o presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio

O advogado Danúbio Cardoso garante que, na próxima reunião do Conselho da Ordem, mais conselheiros devem apresentar críticas à gestão de Lúcio Flávio

Lúcio Flávio, Leon Deniz e Danúbio Cardoso: crise na aliança que elegeu o primeiro para presidente da OAB-GO sai do controle e o segundo deve ser seu rival na próxima disputa; o terceiro advogado diz que dissidência tende a crescer

Aliados do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás, Lúcio Flávio Siqueira de Paiva, trataram de divulgar, nos últimos dias, que “não” se pode falar em rompimento definitivo entre ele e seu principal apoiador na última campanha eleitoral, Leon Deniz. O Jornal Opção ouviu dois advogados ligados a Leon Deniz (um deles é Danúbio Cardoso). Ambos sugerem que o rompimento “é irreversível”.

“Até a mulher de Leon Deniz não quer uma recomposição com Lúcio Flávio”, afirma um dos advogados. Por quê? “Porque assistiu Leon tentando falar com Lúcio Flávio, por telefone, sem conseguir. Pode-se falar em humilhação. Depois, quando os aliados de Leon começaram a criticar a ‘arrogância’ do presidente da OAB, ele decidiu procurar seu cabo eleitoral. Era tarde. O grupo de Leon, mais do que o próprio Leon, rejeita a aliança e vai bancar candidato, em novembro, com o objetivo de desbancar Lúcio Flávio. O que se sabe é que, sem Leon, ele não será reeleito.”

Danúbio Cardoso frisa que o grupo que apoia Lúcio Flávio equivoca-se quando insinua que os advogados que criticam sua gestão são “poucos” e que estão “querendo privilégios”. “Na verdade, o que nós queremos é atendimento republicano para todos os advogados, não apenas para guetos. O que posso dizer é que há outros conselheiros, que são aliados de Leon, que também pretendem romper com Lúcio Flávio. Por enquanto, preferem não se pronunciar publicamente, o que não equivale a sugerir que estão satisfeitos com a administração do presidente da Ordem. Na próxima reunião do conselho, na segunda quinzena de abril, outro grupo de conselheiros devem se manifestar criticamente. O que Lúcio Flávio parece não perceber, possivelmente por não buscar informações verdadeiras sobre o quadro global de insatisfação, é que a dissidência está aumentando. O grupo está deixando de apoiá-lo, afastando para se tornar uma nova oposição, e está se tornando maior do que o grupo que o apoia.”

Já a OAB Forte, liderada por Miguel Cançado, prefere manter-se em silêncio, mas articula nos bastidores. Miguel Cançado não fala em candidatura, ao menos publicamente. Mas alguns de seus aliados dizem que estão aguardando para verificar se a dissidência no grupo que apoiou Lúcio Flávio é mesmo efetiva ou pontual. Eles destacam que, como tem a “caneta”, o presidente da OAB pode trabalhar para ajustar uma recomposição.

Danúbio Cardoso sustenta que o grupo de Leon Deniz deve lançar candidato na próxima eleição. “Não será, certamente, Lúcio Flávio.” O advogado garante que o presidente da OAB “abandonou as subseções do interior”.

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