Domingos Sávio diz que reforma de estatuto da Fieg seria antidemocrática

Se o estatuto for mudado, Pedro Alves de Oliveira poderá ser candidato pela terceira vez consecutiva. Antônio Almeida aposta que estatuto não será revisado

Domingos Sávio e Antônio Almeida: polêmica na eleição na Fieg

Comenta-se no meio empresarial que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Pedro Alves de Oliveira, planeja reformar o estatuto para disputar sua terceira eleição consecutiva. Hoje, o estatuto permite eleição e reeleição. Oficialmente, Oliveira não discutiu o assunto com os integrantes da instituição. O empresário Domingos Sávio, que já foi candidato a presidente da Fieg, disse ao repórter Marcelo Mariano, do Jornal Opção, que “revisar o estatuto é antidemocrático e anticlassista”, por isso acredita “que não será levado adiante. Seria uma afronta e não pega bem para ninguém. Pedro pode ter defeitos, mas também tem qualidades”. Representante de três sindicatos, afirma que o presidente da federação precisa ser independente ante o governo do Estado. Ele frisa que o dirigente “não precisa ser agressivo”, mas não deve ser “súdito”.

O vice-presidente da Fieg, Antônio Almeida — o Antônio da Kelps —, é apontado como o empresário que vai substituir Pedro Alves. Além de agregador, teria a simpatia do presidente. “Quero ser presidente, mas só vou postular o cargo se for o candidato bancado por meus colegas. Seria o coroamento de quase 30 anos de vida classista na Fieg.”

Antônio Almeida sublinha que “Pedro Alves é um grande empresário e tem honrado a Fieg. Nunca vi uma pessoa se dedicar tanto à federação quanto ele”. Sobre a reforma do estatuto, o dono da Editora Kelps, atuante no ramo gráfico, sustenta que se trata de especulação e que não há nada oficial. “Até a eleição, em 2018, alguns presidentes de sindicatos serão substituídos e muita coisa pode ser alterada, mas, repito, não tenho informação sobre reforma do estatuto

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