Descolado de Wilder Morais, o deputado Gayer poderá voltar a subir nas pesquisas
02 maio 2026 às 21h00

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Num primeiro momento, o deputado federal Gustavo Gayer, pré-candidato a senador pelo PL de Goiás, cometeu um erro. Tanto que, na pesquisa Quaest, caiu para o quarto lugar. A rigor, está empatado com Zacharias Calil no terceiro lugar, considerada a margem de erro do levantamento. Ele também está atrás de Gracinha Caiado, do União Brasil, a líder absoluta, e do senador Vanderlan Cardoso, do PSD.
Gustavo Gayer pareceu acreditar que, para ser eleito senador, bastava “circular” pelas redes sociais. Aos poucos, percebeu que não basta. Por isso, começou a peregrinar pelo Estado, em busca de diálogo e apoio político. Descobriu que é popularíssimo e que muita gente, desde que contatada, quer e vai apoiá-lo.
O grupo político mais forte do Sudoeste, o do ex-prefeito Paulo do Vale — pré-candidato a deputado estadual pelo PSD —, decidiu que apoiará a candidatura de Gustavo Gayer.
O que está “puxando” Gustavo Gayer para baixo, como tem alertado vários de seus aliados — como o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL) —, não é ele, e sim o pré-candidato a governador do PL, Wilder Morais.
Jogando parado, com frequência dando ordens para seus escassos aliados, como sua vice, Ana Paula Rezende, por telefone (a partir de Brasília e Angra dos Reis), Wilder Morais acredita que, na hora agá, o bolsonarismo poderá “carregá-lo” nas costas. Ocorre que bolsonaristas de proa — como Gustavo Gayer, Márcio Corrêa, Major Vitor Hugo e Oséias Varão — estão, cada vez mais, se afastando do senador. Primeiro, porque não mantém contato com praticamente ninguém. Segundo, porque o bolsonarismo desconfia, de maneira ampliada, de sua lealdade. Terceiro, porque não se sabe se, não subindo nas pesquisas, poderá renunciar.
A conclusão pragmática: Gustavo Gayer poderá voltar crescer nas pesquisas, sobretudo se se mantiver afastado de Wilder Morais, que, repita, o está puxando para baixo.
Gustavo Gayer talvez nem peça apoio para o pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela. Mas sua forma de apoiá-lo será não apoiando a candidatura de Wilder Morais. Poucos membros importantes do PL, aqueles que têm votos, acompanharão o senador. Pelo contrário, vão se afastar, cada vez mais, para não serem contaminados por sua anemia eleitoral. (E.F.B.)

