Deputado delegado acusa colega em caso de prédio do governo passado

Humberto Teófilo grava vídeo acusando governo anterior de fazer negócio com filho de Cachoeira em troca de prédio da nova Delegacia Regional de Anápolis

No governo anterior, de Marconi Perillo, a Secretaria de Segurança Pública, via Polícia Civil, fez acordo com a Codego para trocar uma área no Daia por nova sede para a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Anápolis. O negócio inteiro e obra foram feitos no mandato passado e, nesta terça-feira, 2, o deputado Humberto Teófilo divulgou vídeo com fake news, dizendo que a parceria entre o governo e a empresa seria do atual mandato.

O negócio é simples: há 30 anos a Polícia Civil não contava com novo prédio em Anápolis e já em 2012 se valeu de uma área no Distrito Agroindustrial, o Daia, que é da Codego. Em 2017, surgiu a ideia entre uma empresa e integrantes do governo passado de permutar uma sede para a 3ª DRP com terrenos da Codego. E assim fizeram. Agora, o contrato foi desfeito a bem do serviço público.

Humberto Teófilo: o deputado precisa ter em Pedro Caires um exemplo, não um alvo. | Foto: Y. Maeda

Quando o atual governo assumiu, já estava tudo pronto, tanto o contrato quanto o prédio. O delegado regional Pedro Caires, bastante elogiado nas forças de segurança por sua eficiência e honestidade, precisava mudar a DRP para uma edificação que já estava pronta. O delegado Caires entrou em contato com a Codego para efetuar a mudança. E foi feita a inauguração neste mandato.

Desde 2017, as conversas foram com a ETS, uma empresa Eireli anunciada por seu representante Israel Freitas como integrante do grupo Marítimo, de Belo Horizonte (MG). Não houve qualquer tratativa entre a Codego e Matheus Aprígio, filho de Carlos Cachoeira, pois sempre se falou com o delegado Pedro Caires (pela Polícia Civil) e Israel Freitas (pela ETS).

A crítica de Humberto Teófilo é imprecisa no tempo (o contrato é de 2017 e o prédio, de 2018) e injusta nos personagens: integrantes do atual governo, inclusive o delegado Pedro Caires, herdaram a construção e os contratos, só lhe restavam cumpri-los.

Foi uma surpresa para a Codego a presença do sócio ressaltado por Teófilo e mais ainda na Polícia Civil a crítica do deputado delegado ao colega Pedro Caires. O que o regional de Anápolis e seus antecessores fizeram foi apenas dotar a instituição de uma sede. O mesmo vale para a Codego, que fez parceria em busca de mais segurança para quase duas dezenas de municípios. Teófilo precisa ter em Pedro Caires um exemplo, não um alvo.

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