Estabelecimento da capital é citado em vídeo no qual se mostram três armas dentro do que seriam livros, em ironia a declaração do petista

Deputada Adriana Accorsi | Foto: Foto Y. Maeda/Alego

Na semana passada, uma “brincadeira” – se brincadeira sem aspas, de muito mau gosto – feita por integrantes de um clube de tiro de Goiânia ganhou repercussão nacional após uma postagem no Instagram.

Em vídeo, três homens – um deles delegado em São Paulo – falam que “adoram” Lula, em tom irônico, e em seguida abrem o que deveriam ser três livros. Só que quando os “livros” são abertos, aparecem armas de fogo no lugar de páginas. No esquete dizem que os “livros” são uma espécie de “presente” do clube de tiro em que gravam a cena, na capital.

Foi uma reação à declaração recente do petista de que, com ele na Presidência, “clubes de tiros que foram criados vão fechar” e que serão criados “clubes de leitura” e “em vez de tiros, nós teremos livros”.

Delegada da Polícia Civil de Goiás, entidade da qual já foi delegada-geral, a deputada estadual Adriana Accorsi (PT) vê ameaça no vídeo. “São pessoas que estão ameaçando o presidente Lula, entendem que pessoas que pensam diferente merecem morrer.”

Pré-candidata a Câmara dos Deputados, ela diz que não há nada contra os clubes de tiro em si nas diretrizes do partido, mas em favor dos livros. “Tenho muitos amigos que são de clube de tiro, meu irmão é. O que nós queremos é investir em educação”, sintetiza.

Sobre alguma representação contra os idealizadores do vídeo, Adriana acha que alguma denúncia precisa ser feita pelo diretório nacional, por se dirigir a Lula.

Na pré-campanha anterior, em 2018, a caravana de Lula foi atacada a tiros no interior do Paraná, atingindo um dos ônibus.