Danilo de Freitas é a aposta de Zé Eliton para desembargador. Marconi prefere Navarrete e Tocantins

Juberto Jubé, Rosângela Magalhães e Antônia Chaveiro também são cotados

Dado o recesso da Justiça, além da morosidade do processo de escolhas dos postulantes da lista sêxtupla, a escolha do próximo desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás deve ocorrer entre o final de março e o início de abril de 2018.

Se for em abril, o substituto do desembargador Geraldo Gonçalves, que se aposentou recentemente, será escolhido por José Eliton, que então estará no comando do governo. Advogados garantem que, se ficar na lista sêxtupla, a produzida pelos conselheiros da OAB, e na lista tripla, a organizada pelo Tribunal de Justiça, Danilo de Freitas passa a ser pule de dez entre os pules de dez. Advogado experimentado, de rara integridade pessoal, Danilo de Freitas é talhado para o cargo. Ele é amigo pessoal do vice-governador. Por falar nisso, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), não oferece qualquer resistência ao seu nome. Ele chegou a ser secretário de seu governo e mantinham excelente relacionamento.

No entanto, segundo advogados, se a escolha do desembargador ocorrer antes da posse de José Eliton, a possibilidade de Alexandre Tocantins, procurador-geral do Estado, e de Fernando Navarrete, ex-secretário da Fazenda, serem escolhidos por Marconi Perillo são altas. Eles são competentes, experientes e éticos. Os dois advogados mantêm excelente relacionamento com o tucano-chefe. Porém, frise-se que não basta cair nas graças do gestor do Estado — antes, é preciso é figurar na lista sêxtupla e, em seguida, na lista tríplice. Por isso, é preciso de muita articulação.

O conselheiro da OAB-Goiás Danúbio Cardoso — simpático a Fernando Navarrete — conta que tem sido procurado por alguns dos “candidatos”. “O nível dos postulantes é muito bom”, sublinha Cardoso.

O advogado Júlio Meirelles, um dos articuladores do grupo de Danilo de Freitas, admite que os advogados têm excelente nível. “Danilo de Freitas tem uma visão ampla do Direito e é experiente — o que conta muito para um magistrado”, afirma Meirelles. “O nome de Danilo tem sido bem recebido em Goiânia e no interior.”

Na elaboração da lista tríplice, os desembargadores não apreciam votar em advogados com menos de 50 anos. É um drummond no meio do caminho. Numa eleição anterior, João Paulo Brzezinski, advogado de primeira linha, foi preterido porque foi considerado muito jovem.

Além dos postulantes mencionados, estão no páreo Juberto Jubé, Rosângela Magalhães e Antônia Chaveiro — advogados respeitados pela categoria. Eles já estariam pedindo votos aos 84 conselheiros. Danúbio Cardoso diz que 35 conselheiros estão na oposição a Lúcio Flávio e devem votar unidos na disputa pela vaga de desembargador. Noutras palavras, se votarem assim, serão decisivos.

Danúbio Cardoso não concorda com a gestão do presidente da OAB, Lúcio Flávio de Paiva, mas afirma que o gestor não está fazendo campanha direta para nenhum dos candidatos. Há quem discorde. Um advogado sugere que Lúcio Flávio definiu mais de um candidato, mas que tem preferência por Juberto Jubé, sobretudo, e Rosângela Magalhães.

Lúcio Flávio estaria organizando uma resistência a Danilo de Freitas, alegando que é apoiado por José Eliton. O presidente da Ordem teria dito a um grupo de advogados que, na eleição passada, José Eliton apoiou o candidato bancado pela OAB Forte.

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