“Só entrego os pontos depois de morto, pois ajudei a construir o partido, Daniel nunca ajudou, nunca teve problemas. Eu não fui da Arena, o pai dele foi”

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O prefeito de Catalão, Adib Elias, disse ao Jornal Opção que, no momento, não está discutindo a reeleição. “Estou trabalhando. Fiz várias obras, algumas são grandes obras de infraestrutura, e 200 quilômetros de asfalto. Tenho capital a mostrar as eleitores, mas ainda estou no meio da gestão.”

Sobre o conflito com o presidente do MDB, Daniel Vilela, Adib Elias fala de maneira peremptória: “Daniel Vilela poderia até ter um futuro político. Mas, como age com maldade, por vingança e ódio, não chegará a lugar algum. Eu consegui uma liminar para evitar a convenção, mas ele conseguiu derrubá-la. Entrei com ação e está marcada uma reunião de conciliação, no dia 19 de março, para discutir a convenção. Eu disse aos meus advogados, Dyogo Crosara e Léo Rocha, que não quero conciliação”.

Daniel Vilela, sublinha Adib Elias, “manobrou, atropelando a ética. Era preciso ter 81 diretórios para fazer a convenção, mas, mesmo com comissões provisórias, e em pouco tempo, ele organizou a convenção, burlando a democracia partidária. Há erros nas atas. No mérito, o MDB não vai convalidar os atos e, por isso, deverá ser feita outra convenção — agora decente. Os Vilelas não entendem que o MDB é um grande partido. Quero contribuir para revitalizá-lo, e com a participação de todos os membros. Ninguém é obrigado a pensar igual, mas, em 2018, nós, do MDB, não podíamos permitir que o grupo de Marconi Perillo ganhasse mais uma eleição. Por isso apoiamos Ronaldo Caiado. Insisto que nós temos argumentos e temos uma liminar”.

Adib Elias afirma que a comissão de ética, “controlada por Daniel Vilela, quer expulsar Paulo do Vale. Expulsar um prefeito de uma cidade como Rio Verde é quase inacreditável. Daniel está ficando com 20% do MDB e 80% dos emedebistas não querem ver o partido dividido. A mim, anote, Daniel não conseguirá expulsar, tanto que deixaram a tentativa de minha expulsão por último. A Comissão de Ética que deve me julgar é a de Catalão, porque lá o partido tem diretório. O que quero é que a convenção estadual seja anulada e nós vamos lançar uma chapa para enfrentar a chapa dos Vilelas. Só entrego os pontos depois de morto, porque, ao contrário de Daniel, ajudei a construir o MDB. Daniel nunca teve problemas e esclareço que o pai dele, Maguito Vilela, pertenceu à Arena, apoiou a ditadura. Fui um dos primeiros a fazer oposição ao governo do Tempo Novo, em Catalão, sem recuar.”