Critério de Lula para Goiás: um candidato que possa obter de 10% a 15% dos votos
04 julho 2026 às 21h00

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Certo, está definido: o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno é o pré-candidato a governador pelo PT.
Trata-se, em termos de ideias, de um nome consistente, experimentado politicamente e com a estrela do PT na testa. Sempre foi filiado ao partido.
Entretanto, Luis Cesar Bueno não é um político popular, ao contrário da deputada federal Adriana Accorsi, do PT, e da vereadora Aava Santiago, do PSB.

O PT está na seguinte fase: não tem tu? Então, vai tu mesmo. Por isso, ante a resistência de Adriana Accorsi — que não aceita ser candidata, por receio de ficar sem mandato —, Luis Cesar Bueno foi escolhido.
“Luis Cesar é um bom nome para perder”, admite um petista. “Resta saber se ajuda Lula em Goiás. No momento, não ajuda.”
Independentemente de ser forte ou não, Luis Cesar Bueno é articulado e, no momento, opera para unir, cada vez mais, o partido e a base do governo Lula da Silva em Goiás.
Mas as notícias que chegam de Brasília, das cercanias do presidente Lula da Silva, não são as melhores para Luis Cesar Bueno.

PT pode trocar Luis Cesar Bueno?
De acordo com duas fontes do PT — uma de Goiás e outra de Brasília —, o critério de Lula da Silva para Goiás é: um candidato com 15% ou, no mínimo, 10% das intenções de voto. No momento, Luis Cesar Bueno patina entre 3% e 5%. “Acredito que, definido como candidato, Luis Cesar vai crescer, e certamente chegará ao menos a 10%”, afirma um de seus apoiadores.
Mesmo definido pelo PT local, Luis Cesar Bueno ainda pode ser trocado? Muito difícil. Mas não impossível.
Por mais que o pré-candidato a governador pelo PSDB, Marconi Perillo, esteja dizendo que não quer compor com o PT, petistas como Delúbio Soares — por sinal, ligado a Luis Cesar Bueno ——, mantêm a esperança de uma aliança com o tucano-chefe.

Ancorado em pesquisas, que mostram a força do antipetismo em Goiás, Marconi Perillo tem dito, com frequência, que apoiará Flávio Bolsonaro para presidente da República.
Um petista jovem é contrário ao assédio a Marconi Perillo: “Tenho a impressão de que o PT está se tornando um partido ‘masoquista’. Quanto mais o tucano o rejeita, mais os petistas o querem. É muito estranho”. (E.F.B.)



