Credeq construído por Marconi Perillo tende a se tornar uma referência nacional

Dária Rodrigues, Aninha Carvalho e Talitta di Martino: uma delas pode ser vice em Trindade

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Como o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, se tornou um player nacional? Porque articula politicamente com habilidade e, como integrante da cúpula tucana, é sempre convocado para opinar sobre questões cruciais do país. Mas o que catapultou-o mesmo para a política nacional foram suas gestões criativas. Inicialmente, influenciando inclusive o governo do PT, chamou atenção devido ao Renda Cidadã — que, com o cartão, tornou o programa social impessoal e não-populista — e à Bolsa Uni­versitária (um programa social inclusivo e com porta de saída). A criação da Universidade Estadual de Goiás (UEG), num momento em que se incentivava a privatização do ensino superior, é vista como outro de seus méritos. A construção do Centro Cultural Oscar Niemeyer, com projeto do arquiteto que construiu Brasília, dotou Goiânia de um amplo espaço para a cultura e, ao mesmo tempo, a arquitetura tornou-se uma referência turística da cidade. Mas hoje o que chama mais atenção é a área de saúde.

O Centro de Reabilitação e Readaptação (Crer), no estilo do Hospital Sarah Kubitschek de Brasília, tornou-se uma referência nacional. Tanto que o Ministério da Saúde, desde o governo da presidente afastada Dilma Rousseff, o recomenda como modelo para outros Estados. O Crer é decantado em verso e prosa do Oiapoque ao Chuí. Em seguida, Marconi Perillo construiu o Hospital de Urgências 2, mais conhecido como Hugol. Sua estrutura e qualidade do atendimento impressionam. Mas o que pode consagrar o tucano em definitivo são os centros de recuperação para dependentes químicos, mais conhecidos pela sigla credeqs. Na semana passada, o governo goiano inaugurou o primeiro, em Aparecida de Goiânia. Se funcionar bem, será referência para o país.

Hoje, a violência em todo o Brasil está associada ao tráfico de drogas. Se o tráfico é um problema policial, que deve ser combatido com rigor, o consumo de crack, cocaína, heroína, maconha e outros entorpecentes é um problema social, geracional e de saúde pública. O problema não será resolvido com uma canetada, mas o governo de Goiás decidiu enfrentá-lo de frente, oferecendo assistência àqueles que querem de fato descontaminarem-se. Não será uma tarefa fácil — é um trabalho de Hércules, para usar uma linguagem metafórica —, mas o governo está tentando resolvê-la. A demanda por assistência é muito maior do que a oferta, mas esta aos poucos será ampliada.

Na inauguração do Credeq de Aparecida de Goiânia, um político do PMDB, o prefeito do município, Maguito Vilela, era o mais entusiasmado. Tratou-o como uma “grande obra” — “o maior centro de recuperação do mundo”. O tucano é o primeiro gestor brasileiro a deixar o debate sobre o assunto de lado e a oferecer uma solução objetiva para o problema.

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