Corte de incentivos fiscais pode levar à extinção de 400 mil empregos

Empresários que militam na Adial sugerem que a redução dos incentivos fiscais pode levar Goiás a crescer menos nos próximos anos

Os deputados estaduais não vão aceitar que a bomba dos incentivos e benefícios fiscais estoure em suas mãos. O problema, afiançam, é do governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado, do DEM. Parlamentares inclusive da base do gestor democrata afirmam que a redução dos incentivos fiscais, se levada a termo, pode ser danosa para a economia goiana já no curto prazo. Eles sublinham que o fechamento de empresas pode gerar desemprego em massa. Sinalizam que alguns contratos, em fase de homologação, tendem a ser rescendidos.

A cúpula da Adial está em pânico com a possibilidade de revisão dos incentivos fiscais. Os empresários querem dialogar com Ronaldo Caiado, mas receitam seu radicalismo. Querem um meio-termo, mas temem que os auditores fiscais levam o governador eleito a uma posição incontornável. Líderes empresariais goianos estão recebendo ligações de várias partes do país e até do exterior. Todos perguntam sobre a questão da “segurança jurídica” dos contratos e sobre a falta de continuidade de um governo para o outro.

Empresários da Adial afiançam que Goiás, com a revisão radical dos incentivos fiscais, pode perder 400 mil empregos absolutamente consolidados. Empresários divulgam que, de 1999 a 2018, o saldo de contratações formais — isolados os desligamentos — chegou a 1,2 milhão de empregos. A Adial prevê verdadeira debacle daqui para frente, no caso de redução dos incentivos fiscais.

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