Coronavírus: governo da Alemanha pede que alemães saiam o mais rápido possível do Brasil

Estados Unidos e Inglaterra também sugerem que americanos e ingleses deixem o país, e com urgência

Jair Bolsonaro, presidente da República, e o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel | Foto: Reprodução

A situação no Brasil é para alarme, com seus mais de mil mortos e milhares contaminados? Os governos estaduais — com um presidente da República rebelado — insistem que as pessoas devem se manter isoladas. No entanto, se o presidente da República, Jair Bolsonaro, sai do Palácio Alvorada e do Palácio do Planalto, põe a mão no nariz e cumprimenta uma idosa, as pessoas parecem entender o “sinal”, a senha: pode sair mais às ruas. Nos bairros centrais de Goiânia, há menos pessoas circulando, mas, nos bairros mais periféricos, o trânsito de indivíduos é bem maior. Cada vez maior. Os goianienses estão saindo aos poucos, flexibilizando o isolamento por si mesmos. Médicos contrapõem: o isolamento pode evitar contaminação e mortes.

O governo da Alemanha, por intermédio do embaixador Georg Witschel, depois de analisar os números do avanço do coronavírus, tomou uma decisão: recomenda que os alemães que estão no Brasil saem com urgência do país. A palavra é “urgência” e está numa carta divulgada na quinta-feira, 9, no site da Embaixada da nação de Goethe no Brasil.

Sugerindo que a situação é de risco, Georg Witchel escreveu: “É sua responsabilidade deixar o país agora e voltar para a Alemanha”. O embaixador alerta sobre as mortes e respeito dos casos graves. Teme-se que um agravamento da situação, e a curto prazo. “No Brasil, o número de pessoas infectadas pelo Covid-19, gravemente doentes e mortos, está aumentando rapidamente. Devido a este avanço, há temores de que a situação aqui se agrave rapidamente. Em alguns estados, os sistemas de saúde já estão muito ocupados. Enquanto isso, o risco de se infectar e adoecer está aumentando.”

O Ministério das Relações Exteriores da Inglaterra recomenda também que seus cidadãos voltem ao país. “Enquanto ainda houver rotas comerciais disponíveis”, alertou. A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil segue mesmo caminho e recomenda que cidadãos americanos que retornem o mais rápido ao país.

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