Consenso no arraial do PMDB: Iris Rezende é candidatíssimo a prefeito de Goiânia

Iris Rezende, Ronaldo Caiado e Sandro Mabel: o trio articula um projeto político que passa por 2016 para chegar mais forte em 2018

Iris Rezende, Ronaldo Caiado e Sandro Mabel: o trio articula um projeto político que passa por 2016 para chegar mais forte em 2018 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Quem está usando o jornal “O Popular” para plantar notas sugerindo que Iris Rezende (PMDB) não será candidato a prefeito de Goiânia age com má-fé ou ignora o que de fato ocorre nos bastidores da política. A conclusão é de peemedebistas e de políticos de outros partidos ouvidos pelo Jornal Opção. “Iris é candidatíssimo a prefeito de Goiânia” é a frase mais ouvida entre os peemedebistas. Se o ex-governador de Goiás tem dito, aos correligionários, que não quer terminar sua carreira política com uma derrota, se sondou o ex-deputado federal Sandro Mabel para ser o seu vice e se conquistou o apoio do senador Ronaldo Caiado (DEM) para a disputa, por que estão dizendo que não será candidato? Não se sabe exatamente. Mas importa pouco descobrir a origem das notas plantadas.

Porém, se Iris Rezende não for candidato, quem o PMDB lançaria para prefeito? Aí está o busílis da questão. Não há, ao menos no momento, nenhum político do partido tão cacifado para a disputa quanto o peemedebista-chefe — líder em todas as pesquisas. O deputado federal Daniel Vilela é um nome consistente. Mas prefere resguardar-se para a disputa de 2018 e, ao mesmo tempo, não tem o apoio de Iris Rezende, que o considera como excessivamente ligado ao empresário Júnior Friboi (consta que, quando olha alguma fotografia de Friboi, Iris vira o rosto, sugerindo que é o mesmo que ver o governador Marconi Perillo).

A sobrevivência do PMDB, ao menos o irista, passa pela eleição de Goiânia. Se perder em Goiânia, o grupo irista irá para a eleição de governador em 2018 extremamente fragilizado.

Antes disso, pode até mesmo perder o controle do partido. Porque, se o grupo de Maguito Vilela conseguir eleger os prefeitos de Aparecida de Goiânia, possivelmente Euler Morais (ou Gustavo Mendanha), e de Jataí, provavelmente Leandro Vilela, e se o PMDB de Iris Rezende não eleger o prefeito de Goiânia, o poder no partido certamente mudará de mãos. Sairá Iris Rezende e entrará Maguito Vilela — que conta também com o apoio de dois deputados federais, Daniel Vilela, seu filho, e Pedro Chaves (“vice-rei” do Nordeste goiano).

Quem acreditar que o senador Ronaldo Caiado está articulando o apoio de Iris Rezende para Vanderlan Cardoso, do PSB, conhece pouco o líder do DEM e seu projeto político. Primeiro, Caiado sabe que Vanderlan Cardoso, embora não esteja integrado inteiramente à base do governador Marconi Perillo, está próximo do tucano — sobretudo devido à sua aliança com a senadora Lúcia Vânia, que se filia ao PSB no dia 25 deste mês — e dificilmente terá como compor com o PMDB. Segundo, Caiado está de olho na disputa de 2018, quando pretende disputar o governo de Goiás. Portanto, se Iris Rezende não for candidato — sobretudo se for derrotado —, dificilmente o PMDB apoiará Caiado para o governo no primeiro turno. Porém, se for eleito, o velho cacique peemedebista provavelmente vai colaborar para construir uma estrutura de apoio à candidatura de Caiado. Iris Rezende vê em Caiado o símbolo máximo do anti-marconismo e, por isso, tende a apoiá-lo para governador.

A lógica sugere, por fim, que Iris Rezende será candidato a prefeito, com o apoio de Caiado, e contra as forças que apoiam o governador Marconi Perillo e, também, contra Vanderlan Cardoso. A lógica costuma ser subvertida na política? Sim, às vezes. Mas peemedebistas, como José Nelto, e um líder de outro partido, Jorcelino Braga (PRP), apostam na candidatura do peemedebista, que, na disputa de 2016, contará 83 anos.

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