Ao conversar com integrantes do PT, em Brasília, um repórter do Jornal Opção disse que, numa entrevista, a deputada federal Adriana Accorsi relatou que não será candidata a prefeita de Goiânia em 2024, optando por permanecer em Brasília e contribuir para o “sucesso” do governo do presidente Lula da Silva.

Adriana Accorsi, deputada federal eleita pelo PT | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção
Adriana Accorsi: o nome mais forte não quer disputar | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Os petistas riram e, depois, disseram mais ou menos assim: Adriana Accorsi estaria se resguardando, deixando a política seguir seu ritmo e, mais tarde, deverá colocar seu nome na disputa. Por quê? “Porque o presidente Lula vai priorizar as eleições nas capitais e nas grandes cidades, por isso, na hora agá, vai chamar Adriana para uma conversa e vai praticamente exigir que seja candidata”, afirmou um dos interlocutores.

Porém, e se Adriana Accorsi realmente não estiver disposta a disputar? “Não sei o que poderá acontecer. O que posso dizer é que poucos resistem a um pedido de Lula”, assinala um dos petistas, o mais experimentado.

Wolmir Amado foi candidato a governador em 2022 | Foto: Divulgação

Com a informação, o repórter procurou quatro petistas goianos e perguntou a todos: “Se Adriana não disputar, quem será o candidato do PT?”

Resposta 1: “Acredito que Adriana será candidata. Entretanto, se não for, o PT tem três outros nomes consistentes: Edward Madureira, Mauro Rubem e Wolmir Amado. Edward e Wolmir, pelo menos, não farão feio se forem candidatos. Vale salientar que a cidade já teve pelo menos quatro prefeitos que foram professores — Darci Accorsi (PT), Nion Albernaz (PSDB), Paulo Garcia (PT) e Pedro Wilson (PT). Quem sabe, em 2024, não teremos o quinto”.

Resposta 2: “Postulo que o PT e o MDB podem marchar juntos em Goiânia. Um nome do MDB na vice ou um nome do PT na vice. Ana Paula Rezende, do MDB, poderia ter Edward Madureira como vice. Ou vice-versa”.

Mauro Rubem: seria o Guilherme Boulos de Goiás? | Foto: Renan Accioly

Resposta 3: “Aposto minhas fichas que o candidato do PT vai ser Edward Madureira. Porque ele foi reitor da UFG e, por isso, tem experiência administrativa, que Adriana Accorsi não tem. Ademais, nós, do PT, que falamos tanto em mudança, em alternância de poder, temos de admitir que Adriana Accorsi não pode ser ‘a’ candidata eterna do PT em Goiânia. Precisamos ter uma alternativa. Se ela perder a terceira eleição seguida, vai ficar com a sina de ‘perdedora’. Precisamos preservá-la para 2026, quando tende a ser candidata a senadora, governadora ou vice”. Vice? “Por que não?”, responde, indagando, o petista. “Não duvido nada de uma chapa com Daniel Vilela para governador, Adriana na vice ou para o Senado, ao lado de Ronaldo Caiado como candidato a senador. Tenho quase certeza que a política do país vai continuar caminhando para o centro. Lula está percebendo isto com nitidez”.

Lula da Silva quer candidatos consistentes, como Adriana Accorsi, em Goiás | Foto: Reprodução

Resposta 4: “É importante ter quatro alternativas, todos nomes qualificados. Porém, dos quatro, avalio que o único que não será mesmo candidato é o deputado estadual Mauro Rubem. Seu perfil radical não combina com Goiânia. Ele não é o Boulos de Goiás. Mas concordo que se trata de um bom político. A ressalva é que não tem perfil de gestor e acredito que este problema é o mesmo de Adriana. Edward e Wolmir, por terem sido reitores de duas grandes universidades, a UFG e a PUC-Goiás, têm muito mais experiência administrativa. Talvez seja o caso de o PT, em 2024, inovar e bancar um candidato novo, que nunca disputou mandato de prefeito. Incluo, na lista, Luis Cesar Bueno, que foi um deputado estadual destacado”.

Os quatro entrevistados concluem que, se quiser, Adriana Accorsi será a candidata.