Codego cancela acordo com shopping no Daia feito no governo passado

Parlamentar do PSL sequer checou que acordo foi feito no governo do PSDB, seu aliado político

A Codego (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás) fez o distrato, um documento em que cancela a parceria com a empresa ETS para permuta de área no Distrito Agroindustrial de Anápolis, realizada em 2017. Pelo acordo fechado no governo anterior, a estatal cederia o terreno em que estava a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil, dentro do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), para ser construído um pequeno shopping. A contrapartida da empresa privada era fazer a nova sede da 3ª DRP, às margens da BR 060/153. No final de 2018, o prédio foi concluído.

O ex-vereador Amarildo Pereira e o deputado estadual Humberto Teófilo: pai e filho | Fotos: Reprodução

Durante 2019, com a nova sede pronta, a Polícia Civil continuava precisando mudar. Então, o novo delegado regional, Pedro Caires, entrou em contato com a Codego para cumprir o contrato fechado no mandato passado. Nos 13 meses em que ficou fechado, o prédio foi vítima de vandalismo e furto. Após o delegado e o representante da ETS, Israel Freitas, procurarem a Companhia de Desenvolvimento, foram feitos os reparos no acabamento e inaugurado em fevereiro de 2020.

No atual mandato, foi a única tratativa: como a empresa entregou a sede da Delegacia Regional, a Codego repassou o terreno, cobrando o preço subsidiado ainda vigente no início deste ano. O que poderia ser visto como uma conquista da Polícia Civil, por meio do trabalho dos delegados regionais anteriores e do atual, foi motivo de críticas feitas em vídeo por um autodenominado representante da instituição na Assembleia Legislativa, Humberto Teófilo.

O deputado estadual, que também é delegado, espalhou vídeo com algumas fake news e a informação de que em 2018 entrou na sociedade da ETS um filho de Carlos Cachoeira. O novo sócio nunca esteve na Codego, na atual gestão, para tratar com os diretores sobre o contrato. As conversas foram com Israel Freitas, que informava a ETS como integrante do grupo mineiro Marítimo, e com o delegado Pedro Caires. Tendo em vista a celeuma, a Codego fez o distrato, um documento que veda a construção do shopping.

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