Em 2022, há pouco mais de dois anos, a disputa pela Prefeitura de Ceres, no Norte de Goiás, foi uma verdadeira batalha. Edmário de Castro Barbosa, do Cidadania, foi eleito com 6347 votos (51,19%). O então prefeito Rafaell Melo, do pP, ficou em segundo lugar, com 6.051 votos (48,81%). A diferença foi de 296 votos — um “beicinho de pulga”, como se diz na região.

O tira-teima certamente se dará em 2024, daqui a um ano, sete meses e alguns dias. Na verdade, a campanha começa mesmo é na pré-campanha, ou seja, daqui a um ano e quase dois meses. Noutras palavras, é hora de começar a organizar os “blocos” porque o carnaval da política vai chegar mais cedo do que se imagina.

O Jornal Opção consultou seis fontes da cidade. Todas disseram que Edmário Barbosa faz uma gestão razoável — nem ruim nem boa. Não está muito bem avaliado, sugerem. “A cidade está bem cuidada, mas falta criatividade à gestão. Não há uma marca. Há buracos nas ruas, mas o prefeito pode dizer, e com razão, que isto se deve às chuvas”, afirma um vereador.

Rafaell Melo: ex-prefeito de Ceres | Foto: Facebook

Porém, assinala um líder local, “com o controle da máquina, Edmário será um candidato poderoso. No mano a mano, numa disputa com Rafaell Melo, a tendência é que o prefeito seja reeleito”. Frise-se que, a despeito de estar na oposição, o ex-prefeito tem se movimentado muito pouco. “É hora de ‘Rafa’ sair do casulo”, sugere.

Outro político da cidade afirma que Edmário Barbosa e o vice-prefeito, Dino Ayres, estão praticamente rompidos. “Um dia”, informa, “Dino Ayres chegou na prefeitura e Edmário havia retirado sua sala. O vice não tem uma sala na prefeitura”.

Perguntado se vai apoiar Edmário Barbosa, em 2024, Dino Ayres, do União Brasil, disse que pode ser candidato a prefeito. “Não estou próximo de Edmário e, portanto, não tenho compromisso de apoiá-lo. A minha relação com o prefeito não é muito boa.”

Há quem postule que Dino Ayres tanto pode ser vice de Edmário Barbosa quanto de Rafaell Melo. Sublinhe-se que a mulher do vice-prefeito é secretária do Meio Ambiente da prefeitura, o que sinaliza que não há um rompimento definitivo entre os dois políticos.