Cassado, prefeito de Goianésia deixa de comprar medicamentos e não faz obras significativas

Como não sabe se vai continuar na prefeitura, Renato de Castro faz uma administração que estriba sua popularidade na redução do valor do IPTU, mas não apresenta projetos para fazer obras

Foto: reprodução

A situação de Goianésia é paradoxal. O prefeito Renato de Castro, do PMDB, está cassado e espera a decisão da segunda instância. Advogados experimentados sustentam que, se a Justiça circunscrever-se exclusivamente à letra da lei, o peemedebista não tem escapatória. A denúncia contra ele é o que se costuma chamar de “batom na cueca”. Seu próprio vice, Carlos Veículos, endossa a denúncia de que dinheiro foi usado na campanha, mas não declarado à Justiça Eleitoral.

A defesa do prefeito é apontada como não consistente, tanto que o juiz optou por cassá-lo. Porém, apesar da cassação, a população avalia positivamente a gestão de Renato de Castro. Vereadores afirmam que o peemedebista vive a lua de mel dos primeiros seis meses de administração. Além disso, ele reduziu o valor do IPTU e organizou um carnaval considerado de “arromba” na cidade. “De resto”, frisa um político local, “o que Renato mais sabe fazer é maquiar a cidade. Não está licitando nem fazendo obras importantes e, em 2018, não terá como reduzir o IPTU”.

Um vereador sugere que as respostas de Renato de Castro aos problemas candentes do municípios são lentas. Costuma faltar medicamentos na farmácia básica e o prefeito demora a fazer a reposição. Alguns postos de saúde estão sem médicos. A tendência é que o desgaste, devido à falta de uma política de saúde, se agrave.

Ante a desmotivação de Renato de Castro, justificada pelo fato de que está cassado, alguns grupos políticos articulam a sua sucessão. Há pelo menos cinco políticos que se avaliam habilitados para a nova disputa eleitoral. A surpresa pode ser a presença de Gilberto Naves, do PMDB, no páreo. Quando inquirido, afirma que prefere advogar. O prefeito, que é realista, prepara dois nomes de sua base, e na lista não figura Gilberto Naves, que é visto por seu grupo como um político “do passado”.

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