Carlão da Fox amplia vantagem sobre Miller Assis para 29,3% na disputa pela Prefeitura de Goianira

No levantamento anterior, da Paraná Pesquisas, divulgado pela TV Record e publicado também pelo Jornal Opção, o ex-prefeito tinha 20% acima do atual (49,8% a 29,8%)

Carlão da Fox: o favorito para prefeito de Goianira | Foto: Alexandre Parrode/Jornal Opção

Carlão da Fox: o favorito para prefeito de Goianira | Foto: Alexandre Parrode/Jornal Opção

A TV Record divulgou no fim de agosto (29/8) pesquisa de intenção de votos em Goianira. Na modalidade estimulada, o ex-prefeito Carlão da Fox (PSDB) tinha frente de 20 pontos, ou seja, 49,8% contra 29,8% do atual prefeito Miller Assis (PSD). Na espontânea, a diferença era de 8,6%, ou seja, a mesma porcentagem, mudou apenas o número de pontos: 21,4% a 12,8%. O instituto Paraná Pesquisas ouviu 500 eleitores de Goianira entre 19 e 23 de agosto, com margem de erro de 4,5% e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral teve protocolo GO-00824/2016. Duas semanas depois, a vantagem de Carlão se ampliou.

Na pesquisa do instituto EPP, Carlão tem 51,8% contra 22,5% de Miller na estimulada e 40,5% contra 20,1% na espontânea. Marcão Publicidade, do PEN, obteve 2,8% na estimulada e 1,6% na espontânea. Os eleitores que não pretendem votar em nenhum dos três são 7,6% na estimulada e 0,4% na espontânea. Os que se dizem indecisos ou que não sabem em quem votar são 15,3% na estimulada e 37,1% na espontânea. As 502 entrevistas foram realizadas com eleitores goianirenses em 8 de setembro. O protocolo é GO-07596/2016 e a data para publicação é 16 de setembro. A margem de erro é de 4% e o nível de confiança é de 95%. A própria EPP pagou o levantamento. Miller lidera em rejeição, com 29,7%, praticamente o dobro de Marcão (15,1%) e quase o triplo de Carlão (11,8%). Em Goianira, 28,7% dos eleitores não rejeitam nenhum dos concorrentes e 14,7% não souberam dizer em qual não votariam de jeito nenhum.

A contínua ascensão de Carlão pode ser explicada pelo marketing muito agressivo de Miller, que gera efeito contrário. Assim como as modalidades espontânea e estimulada das pesquisas, a divulgação de Miller é nas modalidades superfície e subterrânea, nesta se destacando os vídeos de difamação, não assinados pela campanha. Miller teve seu secretário de Saúde, Thiago Marques, preso pela Operação Tarja Preta, na qual o Ministério Público de Goiás apurou desvio de dinheiro da Saúde. O próprio Miller teve os bens bloqueados e chegou a ser afastado do cargo, em outro escândalo, de 2015.

Goianira é conurbada com Goiânia. O novo embate entre Miller e Carlão se deu na região do Triunfo, nome de uma série de barros ligados à capital. Carlão foi ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, se apresentar e pedir apoio em um eventual mandato a partir de 2017. Sua reivindicação que teve mais efeito foi a de fazer um hospital no Triunfo. Miller reagiu com rapidez: invadiu uma área privada e colocou nela um outdoor anunciando a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento. Na placa estavam os supostos parceiros, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde. O resultado foi imediato. O Ministério desmentiu que houvesse projeto de UPA no Triunfo. A SES teve a mesma reação. A pedido da dona do terreno em que foi plantado o outdoor, a Justiça mandou Miller arrancá-lo, sob pena de multa. Como a jogada de marketing precisa continuar, Miller prefere pagar pela infração e ainda não tirou a placa. E tentou fazer do limão um suco Refreskant: inundou a região do Triunfo de folhetos dizendo que Carlão o está impedindo de construir a UPA. Carlão pagou na mesma moeda: distribuiu panfletos dizendo que Miller está faltando com a verdade e “brincando com coisa séria, a saúde do povo”.

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