A centro-direita só tem um nome forte para a disputa da Prefeitura de Anápolis, o empresário, dentista e deputado federal Márcio Corrêa (MDB).

Além da força do MDB — Márcio Corrêa é o pré-candidato do coração do vice-governador Daniel Vilela —, Márcio Corrêa conta com a simpatia do bolsonarismo. Recentemente, ele conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro e mantém interlocução frequente com o senador Wilder Morais e com o ex-deputado Major Vitor Hugo, líderes do PL em Goiás. O senador Vanderlan Cardoso, evangélico como o político de Anápolis, pode levar o PSD para seu palanque.

Porém, há uma pedra — aliás, uma montanha — no meio do caminho. Trata-se do prefeito Roberto Naves, do Republicanos.

Márcio Corrêa e Roberto Naves não se toleram e vivem se estocando. Mas uma coisa é certa, de acordo com integrantes do União Brasil ouvidos pelo Jornal Opção: se quiser o apoio do governador Ronaldo Caiado, e ele certamente quer, Márcio Corrêa terá de compor com o prefeito.

A sucessão em Anápolis passará por Ronaldo Caiado e por Roberto Naves — os dois são aliados e se respeitam. Márcio Corrêa é, para a base do União Brasil, uma espécie de “chegante”.

Roberto Naves e Ronaldo Caiado: aliados em Anápolis | Foto: Reprodução

Ouvido pelo Jornal Opção, um integrante do União Brasil disse, com todas as letras: “Márcio é um problema do MDB. Por isso não vamos brigar com Roberto Naves para apoiá-lo. O prefeito é nosso companheiro”.

Então, o União Brasil poderá se unir a Roberto Naves para lançar um candidato a prefeito de Anápolis? É possível. Mas o que se apurou é que tanto Ronaldo Caiado quanto Daniel Vilela vão fazer um esforço hercúleo para unir Roberto Naves e Márcio Corrêa. “O que não podemos é entregar o poder para o deputado Antônio Gomide numa cidade estratégica de e para Goiás”, afirma o membro do União Brasil.

Será possível uma chapa com Márcio Corrêa para prefeito e um vice indicado por Roberto Naves? “Do ponto de vista do quadro atual, de conflito intenso, parece que não é. Mas o fato é que a chapa ideal é com o postulante do MDB, que figura em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, com um vice posicionado pelo prefeito”, afirma o integrante do União Brasil.

No momento, Antônio Gomide lidera as pesquisas de intenção de voto, mas sem sair do lugar. Parece ter teto. Pelo contrário, Márcio Corrêa começa a crescer, deslanchando e se afastando do segundo pelotão. No primeiro pelotão só estão o petista e o emedebista. “Unidos, quem sabe, podemos ganhar do candidato do PT já no primeiro turno, numa reviravolta fulminante. O exército do deputado estadual é pequeno e o exército da base governista é gigante. Colocado nas ruas, com o máximo de união, se tornará imbatível.” (E.F.B.)