Boeing quer comprar a Embraer mas Temer diz que não aprova venda do controle

A gigante americana, ante a reação do governo, sugere uma associação com a terceira maior fabricante de aviões do mundo

A gigante americana Boeing pretende associar-se à empresa brasileira Embraer, notadamente no setor de aviação comercial. A notícia saiu no jornal “Wall Street Journal”, dos Estados Unidos. O presidente Michel Temer afirma que não rejeita a negociação, mas não aprova que o controle acionário seja repassado para a construtora de aviões do país do presidente Donald Trump. “No meu governo, a Embrar jamais será vendida”, disse o presidente em reunião com o ministro da Defesa, Raul Jungmann e com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato.

A Boeing articula uma associação com a Embraer, tida como de alta qualidade tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, porque está informado da posição do presidente Michel Temer. O fato mais curioso é que, segundo a “Folha de S. Paulo”, o governo federal não tinha informação a respeito.

Embora privatizada em 1994, o governo, por intermédio de uma “golden share”, tem voz nas decisões estratégicas da Embraer. Depois do estado quase falimentar e quando estava nas mãos do governo, a empresa é a terceira maior fabricante de aviões do mundo. O governo é decisivo na alavancagem da Embraer. A Força Aérea pôs 5 bilhões de reais na construção do cargueiro militar da empresa, além de comentar 28 unidades. A FAB vai receber um avião em 2018.

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