Assembleia de Deus rompe com João Campos e apoia Glaustin da Fokus pra deputado federal

 Igreja pressiona para que o deputado apoie Ronaldo Caiado para governador

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A Assembleia de Deus é uma potência religiosa, das mais respeitadas do país. Nos últimos anos, tem se constituído também numa potência política. Em Goiás, elege de deputado federal, como João Campos (PRB), a deputado estadual, como Daniel Messac (PSDB) e Henrique César. Porém, por trás da marca Assembleia de Deus encontra-se, para além da unidade religiosa, uma pluralidade política inquestionável. Eventualmente, como no caso de João Campos, a igreja fecha em bloco.

Mesmo apoiando João Campos, a Assembleia de Deus não tem controlar os eleitores que frequentam seus cultos. Para a eleição de 2018, processa-se uma mudança. Parte da Assembleia de Deus — parte, frise-se — decidiu apoiar o empresário Glaustin da Fokus, do PSC, para deputado federal, abandonando João Campos. O motivo?

A Assembleia de Deus controlada pelo pastor Oídes José do Carmo, exige que João Campos seja vice de Ronaldo Caiado, pré-candidato do DEM a governador.

Entretanto, como João Campos não define, até porque pertence ao PRB, que tende a ficar ao lado do candidato do PSDB a governador, José Eliton, parte da Assembleia de Deus optou por lançar outro candidato a deputado federal. Oídes José do Carmo, uma das vozes mais respeitadas da igreja em Goiás, é irmão de Luiz Carlos do Carmo (que disse ao Jornal Opção que apoia Glaustin da Fokus), o primeiro suplente do senador Ronaldo Caiado. Se este for eleito governador, Luiz Carlos — e a Assembleia de Deus — ganha quatro anos no Senado.

5 respostas para “Assembleia de Deus rompe com João Campos e apoia Glaustin da Fokus pra deputado federal”

  1. Donizeti Borges Carvalho disse:

    Nao acredito que algum pastor tenha tanta Ascenção sobre os fiéis, para exigir algo deste porte, pois de assim o fosse o Henrique Cesar teria sido eleito em 2014, o Dr.Gian Said tambem o seria em 2016 e outros tantos. Ninguem coloca redias em fiel.

  2. saulo disse:

    Para de fala Assembleia de Deus, são alguns pastores que ta apoia esses politicos.

    • Airton Vieira disse:

      Até porque as AD são muito divididas; não existe unidade nem entre elas. Por isso, enquanto expressão religiosa, as AD e todos as outras denominações evangélicos somam expressão sócio-politica, mas como Igreja (que é unica e indivisível) eles não expressam o Corpo de Cristo, que não tem presidente e nem papa. Tres coisas levaram Jesus à cruz: a Religião (na época, o Judaísmo), a Cultura (greco-romana) e a Politica (império romano). Voto é livre… se tem pastor, padre influenciando, estão cometendo crime, pois o próprio Senhor bradou: “dai à Cesar o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

  3. Airton Vieira disse:

    Tenho certeza que essa “denominação evangelica” nao impoe cabresto em seus membros. Os chefes sugerem, mas quem tem Cristo sabe escolher obedecer a Deus, que nada tem a ver com politica, ou obedecer aos “nicolaítas”, aos quais Deus odeia (Ap 2:6-15)

  4. ziro disse:

    O fim de uma velha república fracassada. O narrador traça perfil do eleitorado de Goiás, demonstrando que em pleno séc. XXI, ainda tem curral eleitoral da espécie voto de cabresto.

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