Assembleia de Deus quer levar João Campos para Caiado. Mas Eliton tenta adquirir seu passe

Se Caiado for eleito, o evangélico Luiz Carlos do Carmo ganha quatro anos no Senado

Fotos> Divulgação

João Campos (PRB), um dos mais importantes deputados federais dos evangélicos em Goiás, vive um dilema: “Ama o governador José Eliton e não odeia Ronaldo Caiado”. Como resolver o problema? Muito difícil.

Primeiro, João Campos é acossado por poderosos líderes evangélicos — capitaneados pelo pastor Oídes José do Carmo, uma das vozes mais respeitadas do segmento religioso em Goiás —, que pretendem lançá-lo, não para deputado federal, e sim para senador ou vice na chapa do pré-candidato do DEM a governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Na realidade, o deputado, delegado da Polícia Civil (licenciado) e evangélico quer disputar mandato de senador.

Entretanto, segundo dois evangélicos que o bancam, falta-lhe “tutano”. Seria “me­droso” ou “cauteloso”. “Ele sabe que, para deputado federal, sua eleição está garantida. Para senador, é uma incógnita. Mas, se disputar, verá a armada evangélica levantar-se em peso para apoiá-lo.”
Segundo, a Igreja Uni­versal, embora tenha profundo respeito por João Cam­pos — o chefão do PRB, Marcus Pereira, postula que o deputado é o mandachuva em Goiás, e ponto final —, gostaria de abrir espaço para um de seus integrantes, Gilvan Máximo, disputar mandato de deputado federal (quando ouvido, Gilvan Máximo sempre frisa que a prioridade é o projeto de João Campos). Daí, ele deveria ser candidato a senador.

Terceiro, João Campos mantém uma ligação umbilical com a base governista, sobretudo com o ex-governador Marconi Perillo e, mais recentemente, com o governador José Eliton, ambos do PSDB. Portanto, embora esteja próximo de Ronaldo Caiado — devido à pressão da As­sembleia de Deus (se Caiado for eleito governador, seu suplente, o evangélico Luiz Carlos do Carmo, assume o mandato de senador e ganha quatro anos em Brasília) —, não será nenhuma surpresa se, contrariando o pastor Oídes José do Carmo, optar por permanecer na base aliada.

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