Assembleia de Deus não aprova volta de João Campos para a base governista

Pastores dizem que o deputado federal negociou com a base de Marconi Perillo sem consultá-los

Montagem

A Assembleia de Deus não se manifesta publicamente, mas, nos bastidores, seus principais líderes, como o venerável pastor Oídes José Carmo, estão tiriricas com o deputado federal João Campos e com o PRB. O parlamentar e o partido ensaiaram uma rebelião, anunciando que iriam apoiar o pré-candidato a governador pelo DEM, Ronaldo Caiado, mas acabaram recuando e devem voltar à base governista.

Os pastores da Assembleia de Deus sugerem que João Campos negociou com a base marconista sem consultá-los. O irmão do pastor Oídes do Carmo é Luiz Carlos do Carmo, primeiro suplente de Ronaldo Caiado, e, se este for eleito governador, ganha quatro anos de mandato de senador. “João Campos, se tiver mesmo voltado à base governista — com o objetivo de emplacar Gilvan Máximo, do PRB e ligado à Igreja Universal, na primeira suplência do governador Marconi Perillo, que vai disputar mandato de senador —, não pensou na Assembleia de Deus, no projeto político desta. Ele só pensou nos seus próprios interesses e no interesse de seu partido”, afirma um pastor.

Os pastores da Assembleia de Deus dizem ter o maior respeito por João Campos, que é evangélico. Mas, na disputa de outubro deste ano, podem dar o troco — bancando Eurípedes José do Carmo para deputado federal. Isto é mesmo certo? Não. Os religiosos são moderados e equilibrados. Eles vão aguardar e, depois, devem ouvir João Campos.  “Nós sabemos que, apesar de nominalmente presidir o PRB, João Campos é praticamente uma rainha da Inglaterra. Quem comanda o partido mesmo é o pessoal da Igreja Universal”, afirma um pastor.

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