Daqui a um ano e 11 meses, um pulinho, os eleitores de Anápolis vão escolher o sucessor do prefeito Roberto Naves (PP) — que não será candidato, pois foi reeleito em 2020.

No momento, há dois nomes fortes no jogo: Antônio Gomide, do PT, e Márcio Corrêa, do MDB. Eles tendem a polarizar.

Antônio Gomide foi reeleito deputado estadual, em sexto lugar, com 45.256 votos. Em Anápolis, porém, ficou em segundo lugar, com 25.553 votos, atrás da deputada estadual eleita Vivian Naves (mulher do prefeito Roberto Naves, que provou ter força política).

Antônio Gomide: o nome forte do PT para prefeito de Anápolis | Foto: Divulgação

O petista passa a ter mais força se Lula da Silva for eleito presidente da República. Porém, se o presidente Jair Bolsonaro for reeleito, a força política passa para o lado de Márcio Corrêa.

Márcio Corrêa ficou como primeiro suplente e deve assumir o mandato de deputado federal (o deputado federal reeleito Célio Silveira deve assumir a Secretaria do Entorno, em janeiro ou fevereiro de 2023). Ressalve-se que a votação do emedebista só não foi mais expressiva porque Sylvie Alves, do União Brasil, conquistou 20.319 votos em Anápolis, o que mexeu fortemente na votação dos políticos locais.

O detalhe mais significativo é outro: Márcio Corrêa foi o candidato a deputado federal mais votado em Anápolis com 28.328 votos (14,38%), bem acima de um deputado federal tradicional da cidade, Rubens Otoni, do PT, que obteve 17.228 votos (8,74%).

O recado forte das urnas é: Márcio Corrêa obteve 11.100 votos a mais do que Rubens Otoni, irmão de Antônio Gomide. São muitos votos. O que sugere um possível favoritismo numa disputa entre esquerda, Antônio Gomide, e centro-direita, Márcio Corrêa.