Alusa, empreiteira que doou 500 mil reais para Iris Rezende, aparece na corrupção da Petrobrás

A grande empreiteira firmou negócios de 3,5 bilhões com a Petrobrás e, segundo a revista Época, depositou dinheiro numa conta secreta de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff

[Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa: negócios pouco ortodoxos com a empreiteira Alusa]

A revista “Época” publicou na edição desta semana uma reportagem explicitando a conexão entre o mensalão e o petrolão. A Petrobrás também foi envolvida no mensalão. A reportagem “Porque Paulo Roberto decidiu abrir o jogo”, assinada pelo jornalista Marcelo Rocha (curiosamente, “Época” erra o nome do repórter, escrevendo “Macelo”), é detalhada. Uma informação é sobre a empreiteira Alusa.

Em 2008, a Alusa doou 500 mil reais para a campanha de Iris Rezende, quando este era candidato a prefeito de Goiânia pela segunda vez. Não se sabe os motivos exatos da doação. Por que uma grande empreiteira nacional de repente, sem mais nem menos, decidiu premiar um político goianiense com 500 mil reais? É a pergunta que não quer calar-se. Espera-se que Iris possa respondê-la com o máximo de clareza possível. Chegou-se a falar em triangulação: a Delta Construções teria repassado dinheiro para a Alusa e esta repassado os valores para a campanha de Iris Rezende. No entanto, não há, aparentemente, registro documentado desta possível operação. Ao ex-prefeito, portanto, o benefício da dúvida. As doações, por final, são legais e foram devidamente registradas na Justiça Eleitoral.

Na reportagem de “Época”, a Alusa como uma das fornecedoras de dinheiro para uma conta secreta de Paulo Roberto Costa e seu sócio Alberto Youssef, o doleiro da corte petista e aliados.

A seguir, transcrevemos o trecho da reportagem da “Época”: “Paulo Roberto e Yousseff eram detalhistas e organizados, por isso a polícia conseguiu descobrir a extensão de seus negócios. ‘Época’ revelou que, em maio de 2013, Yousseff fez um relatório sobre quatro contas secretas mantidas em conjunto com Paulo Roberto no exterior: uma no banco UBS de Luxemburgo; outra no banco Lombard Odier, na Suíça; uma terceira no banco Itaú, não se sabe em qual país; e a última no Royal Bank of Canada, nas Ilhas Cayman. O relatório não é exato sobre o valor acumulado nessas contas. Somando apenas o saldo de algumas delas aos depósitos pagos naquele momento pelas empresas com negócios da Petrobrás, chega-se ao total de 3,7 milhões de dólares. A conta no Itaú referia-se, segundo o relatório, à empreiteira Alusa e tinha saldo de R$ 127 mil 400 reais e agosto de 2011, quando Paulo Roberto estava na Petrobrás. A Alusa firmou contratos de 3,5 bilhões de reais com a Petrobrás nos últimos anos. O maior deles, de 1,5 bilhão de reais, foi firmado em 2010. Em 2008, a Alusa fechara um contrato de 966 milhões de reais para fazer as obras na Refinaria Abreu e Lima”.

Uma resposta para “Alusa, empreiteira que doou 500 mil reais para Iris Rezende, aparece na corrupção da Petrobrás”

  1. Avatar Mario Borges disse:

    É a mesma coisa que explicar “baton na cueca”

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