Aliados prestam serviço à OAB e a si mesmos se reforçarem os acertos do presidente Lúcio Flávio

Mostrar que a Nova Ordem está renovando a OAB-Goiás é mais relevante que ficar discutindo, no momento, a sucessão

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás, Lúcio Flávio Siqueira de Paiva, é bem-visto local e nacionalmente. Porque, numa só tacada, produziu uma glasnost (abertura) e uma perestroika (reestruturação financeira) na OAB do Estado. Primeiro, abriu a Ordem para todos os advogados — democratizando-a. A abertura foi de tal monta que mesmo alguns aliados não apreciaram. Mas o jovem presidente é, diria Karl Popper, adepto de uma instituição aberta — sim, para todos. A velha estrutura, que havia guetizado a entidade de representação dos advogados — a rigor, de defesa do Estado Democrático de Direito —, foi demolida. O que prova que a ideia de Nova Ordem não era e não é retórica. Tornou-se prática.

Lúcio Flávio Siqueira de Paiva: histórico positivo no comando da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Como Lúcio Flávio vai bem — nos bastidores, até adversários postulam que representa um avanço e abriu caminhos para todos —, é a hora de, neste momento, capitalizar os avanços da gestão da Nova Ordem. Antecipar o debate sucessório pode até fortalecer o ego dos advogados “x” e “y”, mas corre-se o risco de atrapalhar o que está dando certo. No próximo pleito, os advogados vão avaliar, na hora de votar, se continuam com a Nova Ordem ou se vão trocá-la. Se continuar bem, como está hoje, a tendência é a Nova Ordem continuar no comando. Os advogados darão um novo voto de confiança àquilo que se pode chamar de modernização continuada.

O mais importante, portanto, é manter o grupo unido, em torno de Lúcio Flávio — suas conquistas não são pequenas —, mostrando e reforçando o que deu certo e ajudá-lo na continuidade da renovação. O debate eleitoral — a chamada fulanização (discussão e exposição de nomes) deve ser feita no ano da eleição. O grande cabo eleitoral — na verdade, um general — da próxima eleição será Lúcio Flávio. Quanto melhor estiver sua gestão, quanto mais for assimilada pelos advogados, mais chance terá de fazer o sucessor. Portanto, na circunstância, é mais inteligente reforçar sua imagem — e não a de um possível sucessor.

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