Projeto de Baldy muda leis para governo federal também subsidiar transporte coletivo e criar uma Metrobus entre Goiás e GDF 

O ex-ministro das Cidades Alexandre Baldy, pré-candidato a senador pelo Progressistas, quer unir os governos federal, de Goiás, de Brasília e prefeituras para reduzir a tarifa do transporte coletivo para R$ 1. Baldy diz já ter consultado especialistas e considera possível a iniciativa. Durante três anos, Baldy foi secretário de Transportes Metropolitanos no governo de São Paulo, com 10 milhões de passageiros por dia. Deixou o cargo com aprovação recorde, a ponto de, por isso, receber o apoio do apresentador José Luiz Datena.

A ideia de Baldy é procurar os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para criar uma empresa como a Metrobus entre as duas unidades da federação.

“Fico no  Entorno de Brasília dois dias por semana, toda semana, e é impressionante a revolta da população com o transporte na região”, conta Alexandre Baldy.

Além disso, é preciso mudar a legislação para colocar a União como integrante dos financiadores do transporte de passageiros.

A tarifa da Grande Goiânia é subsidiada pelos governos do Estado e municipais. Baldy quer que a União participe do bolo.

“O governo federal fica com 70% dos impostos, então, nada mais justo que pagar 70% dos investimentos nas pessoas que precisam, dependem do transporte coletivo”, receita Alexandre Baldy.

Alexandre Baldy: ex-ministro da Cidades | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O caos no Entorno é pior

O transporte de passageiros no Entorno de Brasília consegue ser ainda pior que o da região Metropolitana de Goiânia. Baldy pretende articular com os governos das duas unidades para o poder público entrar em todas as linhas da região. Segundo informações, a reprovação é geral às empresas na ligação entre as cidades do DF e de Goiás.

Nas contas de Baldy, a tarifa a R$ 1 é suficiente.

De graça para quem não pode pagar

Desempregado, estudante, terceira idade e pessoas com deficiência terão tarifa zero.

“Fica viável planejar agora, pois tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto os governadores Ronaldo Caiado e Ibaneis serão reeleitos”, acredita Alexandre Baldy.

Nas estações de ônibus, coworkings e proteção à mulher

As estações de ônibus, que em Goiás não à toa são chamadas de currais e terminais, podem ser transformadas em pequenos shoppings de serviço.

A experiência vitoriosa de Alexandre Baldy inclui a implantação de coworkings, os escritórios compartilhados. A pessoa recém-formada não tem condição de alugar uma sala. Ou o pedreiro, o eletricista, o encanador, o técnico em celulares não podem me locar um espaço?

Os terminais de ônibus, inclusive os de transporte de trabalhadores rurais, podem dispor dos espaços, com móveis e boa internet disponíveis.

Outra novidade que Baldy espalhou pelas estações de ônibus foram os Espaços Acolher. Neles, profissionais multidisciplinares especializados recebem discretamente mulheres vítimas de agressões domésticas, principalmente nas relações afetivas, e de importunação sexual.

Em ponto no ponto

Além dos poucos ônibus disponíveis em cada linha, o maior defeito apontado pelo público é que não dá pra confiar nos horários de ônibus.

“Cada minuto que a pessoa perde no transporte é o minuto que não terá de descanso com sua família, ou nos estudos ou diversão”, analisa Alexandre Baldy. “Num ônibus com 40 passageiros que atrasa três minutos são duas horas perdidas”.

A solução, que Baldy aplicou com sucesso, é remover todo e qualquer obstáculo que atrapalhar o veículo do transporte público de passageiros.