Alexandre Baldy planeja disputar a Prefeitura de Goiânia em 2020

O ministro das Cidades pode emprestar seu apoio político em 2018 pensando nas disputas de 2020 e 2022

Ministro das Cidades, Alexandre Baldy | Foto: Divulgação

Nas rodas políticas, da situação e das oposições, comenta-se que o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, presidente do PP em Goiás, se tornou um player político hábil. Em Brasília, sobretudo depois que se tornou integrante do governo do presidente Michel Temer, abrindo diálogo com raposas da política nacional — como o próprio Temer, Rodrigo Maia e Ciro Nogueira —, aprendeu muito e está pondo em prática o que está aprendendo. A primeira lição é que quem compõe rápido, sem negociações amplas, sai perdendo. A segunda lição tem a ver com a tese de que não se deve “ceder” de maneira subserviente. A conquista tem de ser suada e tem de valer a pena.

Mas o que quer Alexandre Baldy? Dinheiro, dado o fato de ser milionário, não é. Na verdade, o jovem político quer poder. E, como aprendeu, não se recebe o poder como presente. O poder deve ser conquistado. Por isso é preciso valorizar as alianças. Quais vão possibilitar que o líder do PP chegue ao poder, a médio ou a longo prazo?

Se apoiar o MDB, Alexandre Baldy pode ser candidato a prefeito de Goiânia em 2020. Com o apoio do MDB, é claro. O problema é que, se depender de Daniel Vilela, o líder pepista de fato pode ser candidato a prefeito da capital. Porém, em Goiânia, o mando político não é de Daniel Vilela, e sim de Iris Rezende. Frise-se que o prefeito não vai bem e, em 2020, pode chegar enfraquecido, possivelmente não tendo condições de disputar a reeleição ou de apoiar um postulante de seu grupo. Se Daniel Vilela for eleito governador, aí Alexandre Baldy, se o apoiar em 2018, chegará forte para a disputa.

Se apoiar José Eliton, como fica a posição em relação a uma possível candidatura de Alexandre Baldy a prefeito de Goiânia em 2020? Não se sabe. O fato é que o partido do governador, o PSDB, certamente vai lançar candidato a prefeito — o que complica a situação do pepista. O fato é que dificilmente o ministro ficará quatro anos sem (disputar) mandato — entre 2019 e 2022 — para não ser esquecido.

O jogo de Alexandre Baldy não é ideológico e não é movido por insatisfações ou fisiologismo. Na verdade, o ministro quer apoiar em 2018, para o governo, aquele grupo que em 2020 poderá apoiá-lo para prefeito de Goiânia ou em 2022 poderá bancá-lo para governador de Goiás. O jogo do presidente do PP pode parecer enigmático, mas passa, de certa maneira, pelo que se disse acima. Por que ele deve apoiar alguém agora e não ser apoiado pelo mesmo alguém nos próximos pleitos? Ele se move por aí.

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Fabiano Oliveira

Alexandre Baldy poderia ter sido nosso governador já agora em 2018…seria eleito com tranquilidade e nosso GOIÁS sairia muito mais forte !!! Agora que não será candidato, quem ele abraçar ganha pra GOVERNO !!!