Advogados questionam se Enil Henrique estaria usando a OAB-GO para fins eleitorais

Enil Henrique: advogados suspeitam que o presidente esteja usando  a estrutura da OAB-Goiás para consolidar seu projeto eleitoral | Fernando Leite/Jornal Opção

Enil Henrique: advogados suspeitam que o presidente esteja usando
a estrutura da OAB-Goiás para consolidar seu projeto eleitoral | Fernando Leite/Jornal Opção

Não há a menor dúvida de que o presidente da OAB, o articulado Enil Henrique, é um advogado íntegro e ponderado. Não há, até o momento, nada que manche sua reputação. Entretanto, alguns advogados — muitos nem mesmo interessados na disputa eleitoral que se avizinha — sugerem algumas questões que chamam de “um debate ético necessário”. Eles frisam que Enil vai distribuir 80 medalhas Honorem Dignum. Aparentemente, não há nada demais, porque é uma forma de valorizar a categoria. Mas há dois pontos que provocam estranhamento. Primeiro, a quantidade — talvez excessiva. Segundo, por que entregá-las exatamente no período pré-eleitoral? Os advogados perguntam: “Estaria Enil usando a máquina da OAB para fins eleitorais?”. Se não há provas cabais, há indícios — sugerem.

Curiosamente, Enil sublinha que não é candidato — integrantes da OAB Forte perguntaram-lhe várias vezes se disputaria a reeleição e o presidente, no estilo matreiro dos políticos mineiros, sempre disse que não; em tese, estava interessado só no mandato-tampão —, mas movimenta-se, segundo advogados, como candidatíssimo. Se estiver usando a máquina da OAB para se promover, como sugere um adepto da candidatura do professor Lúcio Flávio, Enil não estaria se comportando de maneira democrática.

Para o Baile do Rubi, a gestão de Enil reservou as 30 melhores mesas, dispostas em locais estratégicos, para a diretoria da OAB, ao preço de 2 mil reais (uma renda antecipada de 60 mil reais). Aliados e cabos eleitorais estariam sendo favorecidos? Não se sabe, mas advogados suspeitam que sim.

Enil está promovendo palestras no interior — com todas as despesas pagas pela OAB. Estaria fazendo política com recursos dos advogados? Não há provas cabais de que isto esteja acontecendo, mas, se Enil estiver fazendo “comícios” disfarçados de palestras, e com recursos da OAB, está cometendo uma ilegalidade.

Tudo indica que, para quem dizia que não seria candidato, Enil está se revelando mais político do que os políticos. Quer dizer, dizendo uma coisa, publicamente, e fazendo outra, nos bastidores. Como advogado íntegro, de ampla história positiva, precisa entender que a máquina da OAB não pode ser usada para fins eleitorais. Todos os advogados agradecem — não apenas Lúcio Flávio e Flávio Buonaduce.

Será que Enil vai deixar de cuidar de sua história positiva unicamente devido a uma eleição?

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