Advogados deram 65,89% dos votos à continuidade da mudança na OAB-Goiás

Rafael Lara, Rodolfo Otávio e Valentina Jungmann, que representam a mudança continuada na Ordem, obtiveram quase 70% dos votos

Rafael Lara: eleito para presidir a OAB-Goiás | Foto: Arquivo pessoal

Ao derrotar o grupo denominado OAB Forte, há alguns anos, Lúcio Flávio Siqueira de Paiva abriu as portas para a renovação do poder na Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás.

Depois do segundo mandato de Lúcio Flávio, quatro candidatos se apresentaram para o pleito de 2021: Rafael Lara, Rodolfo Otávio, Valentina Jungmann e Pedro Paulo Medeiros. Os quatro são, por sinal, advogados gabaritados, com larga experiência.

Rodolfo Otávio Mota: terceiro colocado na disputa | Foto: Divulgação

Dos quatro, três (Rafael Lara, Rodolfo Otávio e Valentina Jungmann) simbolizam a renovação, inclusive pelo fato de que nunca haviam disputado a presidência da OAB-Goiás. Pedro Paulo, que já havia disputado a direção da Ordem, representa a chamada velha guarda, conhecida como “OAB Forte de botok”.

À primeira vista, a vitória de Rafael Lara — o eleito para presidir a OAB — não foi elástica. Mas o busílis da questão é outro. Na verdade, 65,89% dos advogados de Goiás disseram “não” — de maneira retumbante — à volta da OAB Forte de botok o poder. Ou seja, quase 70% dos advogados eleitores disseram “não” a Pedro Paulo e a seu grupo.

Valentina Jungmann disputou a presidência da OAB-Goiás | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A rigor, apesar das divergências contingenciais, Rafael Lara, Rodolfo Otávio e Valentina Jungmann pertencem ao mesmo grupo — aquele que elegeu Lúcio Flávio para dois mandatos e derrotou a OAB Forte três vezes.

Portanto, é possível sugerir que a renovação, com seus três nomes, derrotou a velha OAB Forte — tendo obtido 65,89% dos votos. Uma vitória acachapante. Os eleitores que deram 39,47% a Rafael Lara, 14,90% a Rodolfo Otávio e 11,52% a Valentina Jungmann optaram pela continuidade da mudança. Eles representam a maioria absoluta.

Frise-se, então, que a vitória foi mais acachapante do que, à primeira vista, parece.

O importante agora é recolher as “armas” e entender que o eleito, Rafael Lara, representa todos os advogados de Goiás, e não apenas seus eleitores.

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