Foto: Fernando Leite / Jornal Opção
Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

A pré-candidata do PT a prefeita de Goiânia, Adriana Accorsi, é um política articulada e que tem forte empatia com o eleitorado da capital. Nem o forte desgaste do PT, que abala candidaturas em vários Estados, derruba a jovem petista. Nas pesquisas de intenção de voto, sempre aparece bem. Não em primeiro lugar, geralmente está em quarto, atrás mas colada em Vanderlan Cardoso (PSB). Mas o que chama a atenção, nas pesquisas qualitativas, é que tem capital eleitoral próprio, sobretudo por ser delegada de polícia (são pouco mais de 16 anos de atividade) e, como deputada estadual, manter forte ligação com segmentos organizados. Ela é vista como “séria” e “articulada”..

Na sexta-feira, 29, entrevistada pelo Jornal Opção, Adriana Accorsi, com sua habitual discrição, frisou que, como pré-candidata, está fazendo a sua “parte”. “Na pré-campanha, com as limitações que existem, estou dialogando com a sociedade civil, apresentando minhas ideias e colhendo ideias para a elaboração de meu projeto de governo. Visito bairros, converso com as pessoas, participo de várias reuniões. É um processo político altamente enriquecedor.”

Nas conversas com as pessoas, em vários bairros, Adriana Accorsi percebe que, em relação a nomes, não há nada definido. Os eleitores ainda não estão avaliando com muito interesse e precisão os pré-candidatos. “Mas estão sempre atentos.”

Nas visitas aos bairros, além de verificar como estão funcionando as áreas de educação, saúde (“vou aos cais”) e segurança pública, procura ouvir as pessoas. “Busco saber como está o funcionamento dos serviços públicos e pergunto com interesse o que as pessoas sugerem para melhorá-los. As pessoas sabem o que querem.”

As conversas são com as pessoas que estão sendo atendidas, mas também com os trabalhadores de cada área. “Estou sendo bem recebida pela sociedade.”

Uma das principais preocupações da deputada é com a formatação da chapa de candidatos a vereador. “Nossa chapa será consistente e qualitativa. Gostaria muito que Marina Sant’Anna fosse candidata a vereadora, mas, como assumiu um cargo em Brasília, não sei se estará disponível. É um nome excelente. Pedro Wilson também me disse que não vai disputar.” Recentemente, ele disse ao Jornal Opção que, como defende a renovação, precisa dar o exemplo, abrindo espaço para os novos políticos do PT. “Carlos Soares e Cidinha Siqueira devem disputar. Convidei Mauro Rubem para disputar, mas ele ainda não se decidiu.”

Como outros partidos, o PT não fará coligação para a chapa proporcional? “Ainda não tomamos uma decisão a respeito. Precisamos consultar nossos candidatos a vereador e nossos aliados políticos.”

Quanto às alianças políticas, Adriana Accorsi diz que está trabalhando com o máximo de respeito às especificidades de cada partido. “Nós estamos conversando com líderes do PC do B, do PSL e do PDT. Mas não fechamos acordos políticos. É possível que alguns apoios políticos sejam definidos na próxima semana.”