Adhemar Santillo: Daniel será o grande rival de Eliton e Wilder saiu na frente de Lúcia Vânia

O ex-deputado federal e ex-prefeito de Anápolis afirma que o governador Marconi Perillo fará a diferença na disputa de 2018 e pode contribuir para eleger José Eliton

O governador Marcelo Miranda (TO), Adhemar Santillo e o governador Marconi Perillo (GO)

O ex-deputado federal e ex-prefeito de Anápolis Adhemar Santillo, de 78 anos, combateu a ditadura, ao lado dos irmãos Henrique e Romualdo Santillo — eram conhecidos como Irmãos Coragem, dado o caráter intimorato de suas intervenções políticas (eles fundaram o MDB em Anápolis em 1966 e pertenceram ao “MDB autêntico”) —, e é um dos mais experimentados políticos de Goiás. Aos 78 anos, e apesar do diabetes, continua na ativa, debatendo política, economia e outros temas. Filiado ao PSDB, acompanha, no momento, as ações do governo de Marconi Perillo. “Marconi faz um governo muito melhor dos que os demais governos brasileiros. Ele gosta do que faz, é vocacionado tanto para a política quanto para a gestão pública. É provável que vai ficar marcado como um dos governadores mais municipalistas da história de Goiás. Trata-se de um gestor moderno e que se renova sempre, não fica estacionado. Tanto que é cotado para presidir o PSDB nacional e até mesmo disputar a Presidência da República. Ele é um fenômeno político.”

Marconi Perillo e José Eliton: o primeiro é o grande general eleitoral do segundo

Quando ao candidato do PSDB a governador, José Eliton, o ex-deputado Adhemar Santillo afirma que, mesmo não tendo a experiência política de Marconi Perillo, pode se tornar, durante a campanha, muito mais sólido do que seus adversários. “Aponto cinco motivos básicos pelos quais José Eliton pode ser eleito em 2018. Primeiro, tem o apoio de um cabo eleitoral dos mais experientes, o governador Marconi Perillo. Segundo, é jovem, simboliza a renovação e tem discurso. Terceiro, representa um governo vitorioso, que tem contribuído para modernizar Goiás. Quarto, participa de um governo que, com o programa Goiás na Frente, está contribuindo para retirar os municípios da crise. Quinto, em 2018, quando se dará a eleição, José Eliton estará no governo, o que lhe dará mais visibilidade e empatia tanto com o eleitorado quanto com seus apoiadores políticos. Friso que 2018 ainda é uma incógnita, pois nem os candidatos da oposição estão inteiramente definidos.”

Daniel Vilela é o rival de José Eliton

Daniel Vilela: candidato forte devido à estrutura do PMDB em todo o Estado

“Daniel Vilela é uma figura nova e o PMDB está estruturado em todos os municípios de Goiás. Portanto, ele, e não o senador Ronaldo Caiado, deve ser o principal adversário do candidato do PSDB a governador, José Eliton. Mas acredito que Maguito Vilela, por sua experiência como governador e prefeito de Aparecida de Goiânia, também pode ser o candidato do PMDB. Ele não pode ser descartado, pois é um nome forte.”

Caiado não tem estrutura política

Senador Ronaldo Caiado: falta estrutura partidária | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

“A pergunta é: Ronaldo Caiado disputa o governo de Goiás mesmo sem o apoio do PMDB? Não dá para responder, uma vez que ele está articulando sua candidatura, inclusive com o apoio de pequenos partidos. O mal do senador é que não tem o lastro estadual de Daniel Vilela e José Eliton. Mesmo menos conhecido, Daniel Vilela conta mais estrutura política do que Caiado. Isto pesa muito. É preciso lembrar que Caiado se tornou senador com o apoio da máquina do PMDB. Por fim, é preciso sublinhar que a máquina eleitoral mais formidável está sob o controle do PSDB, o que favorece enormemente a candidatura de José Eliton.”

Wilder saiu na frente de Lúcia

Wilder Morais: o senador do PP saiu na frente da senadora Lúcia Vânia | Fernando Leite

Do alto de sua experiência de mais de 50 anos de política, Adhemar Santillo afirma que a disputa para o Senado, na base aliada, está “muito complicada”. “Marconi é o único de fato hors concours. Os demais pré-candidatos não têm a estatura político-eleitoral do governador. Nenhum está acima do outro. São políticos ‘médios’, o que não dizer que sejam ruins. Gosto da senadora Lúcia Vânia, mas percebo que o senador Wilder Morais está com uma ação mais dinâmica, municipalista. Frise-se que, ao anunciar que ele seria candidato, Marconi Perillo deu-lhe força, consistência. Hoje, pelo menos, Wilder é mais forte do que Lúcia.”

Candidatos a deputado por Anápolis

Carlos Antônio pôs o bloco na rua para deputado | Foto: Renan Accioly/Jornal Opção

A respeito dos candidatos a deputado federal e estadual por Anápolis, Adhemar Santillo afirma que “há vários nomes, mas muitos não serão candidatos”. “Para deputado estadual, o político que mais trabalha é Carlos Antônio, do PSDB, que vai à reeleição. O pastor Márcio Cândido (PSD), vice-prefeito de Anápolis, também deve ser candidato. Para deputado federal, os nomes mais lembrados são Alexandre Baldy (sem partido), Rubens Otoni (PT) e Jovair Arantes (que tem o apoio do prefeito Roberto Naves, do PTB).”

 

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luiz carlos

Ademar Santillo, com todo respeito desaprendeu avaliar postura política e trabalho desenvolvido. Se trabalho e histórico e postura não valer para a senadora Lúcia Vânia, então o legado de Marconi Perillo também não vale nada?? Os dois, Marconi e Lúcia e confundem quando se trata de trabalho municipalista e de histórico político. Marconi pode se dizer que é da escola de Lúcia Vânia, quando se fala de municipalismo. Ademar está equivocado na análise quando compara o legado político eleitoral de Lúcia Vânia com o sem voto (pois) ainda não foi testado em urnas diretamente.