Por Luan Monteiro
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Detido na Papudinha, em Brasília, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado
O estudo cruzou informações coletadas em dois momentos: entre 2018 e 2019
No Brasil, a transmissão será feita na TNT, no streaming HBO Max e na TV Globo
A cirurgia robótica tem ampliado a precisão no tratamento da endometriose profunda, especialmente em casos complexos em que as lesões atingem estruturas delicadas como ureteres, bexiga e intestino. Em Goiás, o Einstein Goiânia tem se tornou referência nesse tipo de abordagem, indicada quando a doença causa dor persistente, compromete a função de órgãos ou está associada a quadros específicos de infertilidade.
A endometriose é uma condição crônica e ainda subdiagnosticada. De acordo com estimativas amplamente difundidas, ela atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e pode provocar cólicas intensas, dor pélvica crônica e desconforto durante a relação sexual, além de alterações urinárias e intestinais. Em casos avançados, o quadro pode comprometer a fertilidade e demandar intervenção cirúrgica.
Ginecologista do Einstein Goiânia e referência em cirurgia robótica para endometriose, Luciana dos Anjos explica que a plataforma robótica representa evolução em relação à laparoscopia tradicional, sobretudo quando há infiltração em regiões de difícil acesso. “A plataforma robótica oferece visão tridimensional ampliada em alta definição e instrumentos articulados que garantem movimentos mais precisos e estáveis. Esses recursos facilitam a dissecção em áreas de difícil acesso e contribuem para uma maior preservação funcional”, afirma.
Segundo a especialista, o tratamento costuma começar com abordagem clínica, baseada principalmente em bloqueio hormonal e controle da dor. A cirurgia passa a ser considerada quando o quadro é incapacitante, quando há risco ou comprometimento funcional, como obstrução intestinal, lesões extensas em bexiga ou intestino e endometriomas volumosos, ou quando a avaliação médica aponta benefício no contexto de infertilidade. Nesses casos, o objetivo é remover os focos visíveis, preservar a anatomia e reduzir complicações futuras.
A médica relata que, além da tecnologia, o resultado depende do nível de experiência da equipe e da remoção criteriosa das lesões, muitas vezes com atuação multidisciplinar. “A tecnologia robótica torna mais precisa a dissecção em regiões complexas, o que favorece a preservação da função dos órgãos. Tanto quanto a tecnologia, a expertise da equipe e a remoção criteriosa de todos os focos da doença são determinantes para melhores resultados a longo prazo”, diz.
Por ser minimamente invasiva, a cirurgia robótica tende a permitir recuperação mais rápida. Em geral, a paciente recebe alta em até 24 horas, com deambulação precoce e bom controle da dor. A retomada de atividades leves costuma ocorrer em poucos dias, enquanto o retorno a esforços maiores varia conforme a extensão do procedimento, sobretudo quando há abordagem intestinal ou urinária.
O ginecologista José Ricardo Lopes Filho, também do Einstein Goiânia, destaca que a dor é um dos principais sinais de alerta e que é comum a mulher conviver por anos com sintomas antes de chegar ao diagnóstico. Ele cita cólicas intensas, dor fora do período menstrual e dor na relação sexual como queixas frequentes, além de sintomas urinários e intestinais. “É importante que a mulher procure avaliação sempre que perceber que a dor não é habitual ou começa a interferir em sua rotina”, orienta.
O médico explica que a endometriose pode reduzir a fertilidade por causa do processo inflamatório, que favorece fibrose e distorções anatômicas na pelve, afetando trompas e ovários. Endometriomas volumosos, por exemplo, podem substituir tecido ovariano saudável e reduzir a reserva ovariana.
A investigação diagnóstica se apoia em histórico clínico, exame físico e exames de imagem, como ressonância magnética de pelve e ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal. Além do bloqueio hormonal e da analgesia, estratégias como fisioterapia pélvica e acompanhamento nutricional podem integrar o tratamento e ajudar no controle dos sintomas.
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Um hábito comum e muitas vezes tratado como inofensivo, roer unhas, terminou em susto para uma jovem de 21 anos. Ela desenvolveu uma infecção grave em um dedo, precisou de atendimento de emergência e passou por cirurgia para conter o avanço do quadro. O caso foi relatado por Gabby Swierzewski à revista People.
Gabby contou que rói as unhas desde a infância e, por isso, já estava acostumada com irritações leves e episódios parecidos com unha encravada. Desta vez, porém, a evolução foi rápida. No dia 6 de fevereiro, ela sentiu dor em um dedo e achou que era algo simples. Em poucas horas, o dedo inchou muito e a dor aumentou.
Ela procurou atendimento, recebeu antibiótico e pomada, mas não melhorou. Dois dias depois, buscou uma clínica especializada, onde tentaram drenar um possível abscesso. Não houve saída de pus, apenas sangue, e um segundo antibiótico foi prescrito. Ainda assim, o dedo seguiu piorando: ficou mais inchado, escurecido e com dor intensa, a ponto de interferir na rotina de trabalho.
Em 16 de fevereiro, com dor considerada insuportável, a jovem foi ao pronto-socorro. Os médicos realizaram uma incisão e drenaram abscessos para aliviar a pressão e conter a infecção. Como o inchaço não cedia, ela foi encaminhada a uma especialista em cirurgia da mão e passou por um procedimento de urgência para limpar a área comprometida, com retirada de tecido afetado.
Durante a recuperação, houve preocupação de que a infecção pudesse ter se espalhado para estruturas mais profundas, inclusive o osso, cenário que aumenta o risco de sequelas e pode exigir intervenções mais agressivas. Por isso, foram solicitados exames e acompanhamento mais próximo.

No início de março, Gabby recebeu a confirmação de que não precisaria de nova cirurgia nem de amputação. Com o quadro controlado, ela disse que passou a encarar o hábito de roer unhas de outra forma e tenta abandonar o comportamento, usando o relato como alerta para outras pessoas.
Por que roer unhas pode virar um problema sério
Roer unhas e cutucar cutículas cria microferidas e inflamações ao redor do leito ungueal. Essas pequenas portas de entrada facilitam a instalação de infecções locais, como paroníquia, que podem evoluir para abscessos se não forem controladas, especialmente quando há atraso na procura por atendimento ou manipulação repetida da área.
Sinais de alerta:
- dor que piora rapidamente;
- inchaço importante;
- calor, vermelhidão ou escurecimento;
- secreção (pus) ou sensação de “latejamento”;
- febre ou mal-estar;
- dificuldade de mexer o dedo.
Se aparecerem esses sintomas, o mais seguro é procurar avaliação médica o quanto antes, evitar “furar” ou espremer o local em casa e seguir orientação profissional.
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