Por Giovanna Campos
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Milhares de pessoas tomaram as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos neste sábado, 28, em protestos contra o governo do presidente Donald Trump. As manifestações, conhecidas como “No Kings”, chegaram à terceira edição e voltaram a mobilizar multidões em todo o país.
Os atos ocorreram simultaneamente em grandes centros como Nova York, Washington DC e Los Angeles, além de cidades menores, mostrando a amplitude da mobilização. Na capital americana, manifestantes se concentraram no National Mall e nas escadarias do Memorial Lincoln, enquanto grupos marchavam desde Arlington, na Virgínia, em direção ao centro político do país.
Os organizadores afirmam que os protestos são uma resposta a medidas adotadas pelo governo Trump, incluindo a guerra no Irã, políticas mais rígidas de imigração e o aumento do custo de vida. Em tom crítico, o movimento declarou que o presidente tenta governar como um “tirano”, reforçando que o poder deve permanecer nas mãos do povo.







Já a Casa Branca minimizou os atos. Um porta-voz classificou as manifestações como “sessões de terapia” e afirmou que apenas a imprensa se interessa por elas.
Em Nova York, milhares de pessoas lotaram a Times Square e participaram de uma grande marcha por Manhattan. A polícia precisou interditar ruas para permitir a passagem dos manifestantes. Em edições anteriores, o movimento chegou a reunir milhões de pessoas em todo o país.
Cartazes contra a guerra e críticas ao governo marcaram os protestos, que também exibiram esculturas e representações de Trump, do vice-presidente JD Vance e de outros integrantes da administração, com pedidos de prisão e afastamento.
Apesar da mobilização da Guarda Nacional em alguns estados, os organizadores reforçam que os atos são pacíficos. Ainda assim, o clima político permanece tenso. Desde que retornou à Casa Branca, Trump tem ampliado o uso de ordens executivas e adotado medidas consideradas controversas por críticos, que alertam para riscos à democracia americana.
Entre os episódios que intensificaram a insatisfação popular está a morte de dois cidadãos americanos por agentes federais de imigração em Minneapolis, caso que gerou forte comoção e novos protestos.
Enquanto o presidente defende suas ações como necessárias para restaurar o país, opositores seguem mobilizados nas ruas, em uma demonstração de que a polarização política nos Estados Unidos continua em alta.
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Policiais rodoviários federais realizam, nesta sexta-feira, 27, uma mobilização em todo país em frente às unidades da Polícia Rodoviária Federal em todos os estados. A ação marca o estado de alerta da categoria e tem como principal pauta a cobrança por celeridade na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).
O presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de Goiás (SINPRF-GO), Newton Morais, comentou sobre a manifestação em entrevista ao Jornal Opção. “Esse fundo é essencial para que as polícias federal, rodoviária e penal estejam equipadas, capacitadas e preparadas para combater as organizações criminosas".
O Sindicato alerta que o movimento ocorre em meio a articulações em Brasília para que o Governo Federal avance na implementação do fundo, considerado estratégico para garantir recursos permanentes e proteger o orçamento da segurança pública contra contingenciamentos. Segundo Newton, a mobilização começou em Goiás na semana passada, e hoje foi deflagrada em todo o Brasil.
A proposta do FUNCOC é assegurar melhores condições de trabalho, ampliar a capacidade operacional da PRF e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado nas rodovias federais. “Para combater melhor, a gente precisa de recursos, equipamentos, concurso e outras coisas mais", completa Newton.
Durante a mobilização, policiais exibem faixas com reivindicações como investimentos em estrutura, modernização de equipamentos, capacitação profissional e realização de concursos públicos.
Números reforçam pressão por investimentos
Dados operacionais da PRF evidenciam a dimensão da atuação da instituição. Entre 2023 e 2025, foram fiscalizados mais de 22,8 milhões de veículos e abordadas 23,5 milhões de pessoas em todo o país. No mesmo período, foram realizados 8,6 milhões de testes de alcoolemia.
As ações também resultaram na apreensão de mais de 2,1 mil toneladas de maconha e 124 toneladas de cocaína, além de armas e outras substâncias ilícitas. Ao todo, mais de 123 mil pessoas foram detidas e cerca de 23 mil veículos recuperados.
Os dados demonstram a relevância do trabalho desempenhado e reforçam a necessidade de fortalecimento institucional diante do avanço do crime organizado.
Mobilização é pacífica e não afeta atendimento
O sindicato destaca que os atos têm caráter pacífico e informativo, sem prejuízo às atividades operacionais ou ao atendimento à população nas rodovias federais.
A categoria segue em estado de alerta e acompanha as decisões do Governo Federal. Caso não haja avanços concretos em relação ao FUNCOC, novas mobilizações não estão descartadas.


