Por Euler de França Belém
O ex-prefeito de Águas Lindas Geraldo Messias esteve com um pé no PTC do deputado Cláudio Meirelles (filiado no PR, mas chefão do outro partido), mas, convencido pelo senador Wilder Morais, decidiu permanecer no PP. Bancado por Wilder Morais, Geraldo Messias, o Gegê Popularidade, vai disputar a prefeitura contra Hildo do Candango, que, embora não faça uma gestão das piores, está desgastado e é muito cobrado pelos moradores do município. As demandas de Águas Lindas, uma das cidades que mais crescem no mundo, são imensas e não podem ser atendidas integralmente em quatro anos. O vice-governador José Eliton também pediu para Geraldo Messias continuar no PP. Geraldo Messias, bancado por Wilder Morais, é um candidato altamente competitivo. Nas ruas e nas casas, as pessoas: “Com Geraldo Messias, a gente era feliz e não sabia”. Entretanto, apesar do desgaste, Hildo do Candango não é nenhum frango de granja e tampouco galinha morta. O petebista-quase-tucano é atentíssimo.
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Marconi e o prefeito de Santa Helena, Judson Lourenço[/caption]
O prefeito de Santa Helena, Judson Lourenço continua dizendo aos correligionários que não vai disputar a reeleição.
O peemedebista estaria sublinhando que administrar uma prefeitura, nas atuais circunstâncias de crise, não dá prazer algum. O gestor, se sério — e Judson Lourenço é apontado como seriíssimo —, sofre em tempo integral.
Mas há quem insista que Judson Rodrigues está com receio de perder para o grupo do ex-governador Alcides “Cidinho” Rodrigues.
Cidinho, depois de sugerir a aliados que poderia disputar, estaria “dando para trás” — alegando que não quer torrar seu rico dinheirinho em campanha política.
Santa Helena é um caso raro: parece que ninguém quer disputar a prefeitura.
Pintou desespero total na Prefeitura de Luziânia. O prefeito Cristóvão Tormin (PSD) começou a trabalhar, está passando um batom na cidade, mas, quando as pesquisas chegam às suas mãos, a rejeição continua alta e a popularidade de Marcelo Melo, pré-candidato a prefeito pelo PSDB, não para de crescer. Cristóvão Tormin não sabe mais o que fazer e seus aliados brincam sugerindo que Marcelo Melo está tomando “Pó Royal”.
O deputado federal Célio Silveira — que os deputados estaduais, como Virmondes Cruvinel, elogiam como o mais atento ao Parlamento de Goiás — diz que a frente que apoia Marcelo Melo para prefeito de Luziânia cresce dia a dia. A popularidade de Marcelo Melo, do PSDB, é tão grande que assusta. Seus aliados dizem mais ou menos assim, em tom jocoso: “Precisamos passar um pouco de popularidade para Cristóvão Tormin para que a derrota dele não seja tão humilhante”.
A prefeita de Valparaíso, Lucimar Nascimento, do PT, é apontada como uma gestora decente, mas sem qualquer experiência administrativa. O resultado é que faz uma administração canhestra, das piores do Entorno do Distrito Federal (na região, é difícil saber quem é o pior — o título é disputado quase no tapa por Itamar Barreto, de Formosa, e Cristóvão Tormin, de Luziânia). Se enfrentar a deputada-secretária Lêda Borges, Lucimar Nascimento tende a perder. Porém, como a ex-prefeita não quer disputar, deve enfrentar o vereador Pábio Mossoró. Pábio Mossoró não tem o apelo eleitoral de Lêda Borges, mas, com apoio tanto da ex-prefeita quanto do deputado Célio Silveira (PSDB), tem chance de vencer Lucimar Nascimento.
O deputado federal e médico Célio Silveira insiste que não abre mão de uma coisa: de bancar Marcelo Melo para prefeito de Luziânia. O tucano deve apoiar a reeleição do deputado estadual Diego Sorgatto, da Rede, em 2018. Célio Silveira diz, sem receio de errar, que o vice-governador José Eliton e o ex-deputado federal Marcelo Melo são as duas grandes conquistas do PSDB nos últimos anos. “São forças qualitativas”, sublinha.
O prefeito de Nova Aurora, Vilmarzinho Carneiro, estuda a possibilidade de trocar o PT pelo PMDB. Ele estaria sendo pressionado pelo deputado estadual peemedebista Adib Elias. Vilmarzinho Carneiro é ligado aos deputados Rubens Otoni, federal, e Luis Cesar Bueno, estadual, porém, por contingências das alianças políticas da região Sudeste, tende a abandoná-los. O vice de Vilmarzinho Carneiro, José Roberto de Pádua, é do PMDB. Um primo deste, Júnior Pimenta, está, no momento, tentando puxar seu tapete, com o objetivo de ser o vice do prefeito na disputa de 2016. Mas é apontado como “impopular” por alguns peemedebistas. A oposição a Vilmarzinho Carneiro está cada vez mais articulada. Adriana Alcino, do PSDB e filha da ex-prefeita Neusa Alcino, está colocando seu bloco na rua. Fausto Ferreira, ex-PMDB, é cotado para disputar a prefeitura pelo PSDB. Ele teria apoio de políticos de Catalão. Foi ligado mas não é mais a Adib Elias. Segundo um tucano, o eleitorado o rejeita. O ex-prefeito Valderci Bernardes, do PDT, também pretende disputar. Mas depende do quadro de alianças políticas. Em Nova Aurora, como noutros municípios, não se ganha eleição sozinho. Odilon Pezão é o outro nome do PDT na cidade. O DEM pode emplacar a candidatura de Jerry Faleiros. Ele é ligado não ao senador Ronaldo Caiado, do DEM, e sim ao deputado estadual Bruno Peixoto, do PMDB. O fato é que o quadro político de Nova Aurora está “aberto”. Mesmo desgastado, o prefeito acaba sendo relativamente forte, dado o peso da máquina da prefeitura.
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Ruimar e Iris: registro do dia 14 de outubro | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
O empresário Ruimar Ferreira, dono da barbearia New Star, garante: “Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia. Ele me disse que, se eleito, quer fazer uma administração para ficar na história”.
Ruimar Ferreira diz que “Iris está animadíssimo. O PMDB, o que conta em Goiânia, circula pelo seu escritório.”
O médico Túlio Sérvio, tido como reserva moral da política de Senador Canedo, pode ser bancado para prefeito do município? Se quisesse, se mostrasse disposição — mas não mostra —, Túlio Sérvio poderia ser apoiado pelo prefeito Misael Oliveira. Como não tem vontade, o prefeito vai mesmo para a reeleição.
Numa prova de que sempre transforma aliados em adversários (e até inimigos), o empresário Vanderlan Cardoso (PSB), em 2014, optou por apoiar Simeyzon Silveira, por determinação de Ronaldo Caiado, a bancar a candidatura do médico e ex-prefeito de Senador Canedo Túlio Sérvio para deputado estadual. Em Senador Canedo, dos postes às lâmpadas, todos dizem nominam isto de “alta traição”. Humilde e pacifista, Túlio Sérvio não protesta publicamente, mas ficou chateado; afinal, é composto de carne e ossos.
O ex-prefeito de Bom Jardim de Goiás Nailton Oliveira responde a processo por improbidade administrativa e, por isso, pode não disputar o comando do PMDB. Um dos problemas de Nailton Oliveira é que sempre fala como apadrinhado de Iris Rezende. Não parece ter identidade.
Um irista diz não ter dúvida: “Estão subestimando Nailton Oliveira, mas ele é o nome que Iris Rezende quer ver no comando do PMDB”.
O ex-deputado estadual Lívio Luciano, um dos principais iristas goianos, está na chapa de José Nelto na disputa pelo comando do PMDB. Porém, se o postulante a presidente for Iris Rezende, Lívio Luciano o apoia sem pestanejar. O ex-deputado é um dos iristas mais consistentes e modernos. E sempre joga limpo.
De um peemedebista: “Luis Cesar Bueno, antes de planejar disputar a Prefeitura de Goiânia, vivia adulando os peemedebistas, sobretudo Iris Rezende. Agora, está nos tratando com arrogância e displicência”.
Iristas apostam que, ao criticar Iris Rezende, inclusive contrariando a orientação de seu pai, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, que cobra paciência, Daniel Vilela estaria sinalizando que pode deixar o PMDB para, em 2018, disputar o governo do Estado.
A ressalva é que Maguito Vilela não quer Daniel Vilela disputando mandato por outro partido. Ele sugere, em conversas com aliados, que o tempo de Iris Rezende está passando e, por isso, não é preciso confrontá-lo agora.
O tempo é o senhor da razão, sugere Maguito Vilela o filho.

