Por Euler de França Belém

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Rafael Lousa aposta que Iris Rezende não vai disputar a Prefeitura de Goiânia

iris-rezende-jornal-opcao O presidente do PSDB metropolitano Rafael Lousa avalia que de cinco a seis políticos devem disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016. “Não acredito que Iris Rezende, até por ser um político experiente, será candidato a prefeito. Pode manter o nome na mídia para, em seguida, bancar outro candidato. Iris sabe que suas disputas estão cada vez mais difíceis e que, se perder em Goiânia, o partido não vai ‘perdoá-lo’ por não ter aceitado, mais uma vez, a renovação. Mas é claro que o PMDB vai lançar um candidato, Iris ou outro, por exemplo Agenor Mariano ou Bruno Peixoto.” Vanderlan Cardoso, do PSB, deve ser candidato, acredita Rafael Louza. “Ele conta com uma estrutura razoável e o apoio de uma senadora, Lúcia Vânia, e de um deputado federal, Marcos Abrão.” O PSDB deve bancar, postula, Giuseppe Vecci, Jayme Rincón, Waldir Soares, Anselmo Pereira ou Fábio Sousa. “O nosso candidato vai ser competitivo. Quando definido, de imediato tende a polarizar com Iris Rezende, se este for candidato.” “Luiz Bittencourt”, dada sua determinação, “deve ser candidato a prefeito”, crê Rafael Lousa. E o delegado Waldir? “Ele quer disputar, manifesta uma vontade indômita. E é um bom nome.”

Rafael Lousa garante que Alexandre Baldy será candidato a prefeito de Anápolis

[caption id="attachment_53356" align="alignright" width="620"]Deputado federal Alexandre Baldy, sub-relator da CPI do BNDES | Reprodução/Facebook Deputado federal Alexandre Baldy, sub-relator da CPI do BNDES | Reprodução/Facebook[/caption] As elites políticas e empresariais de Anápolis temem que a pré-candidatura de Alexandre Baldy a prefeito seja apenas fogo de palha. Porque, com a desculpa de apresentar um mandato qualitativo de deputado federal — de fato, tem sido qualitativo —, o jovem tucano quase não aparece para dialogar com a sociedade local. O presidente do PSDB em Goiânia, Rafael Lousa, sublinha que não lhe cabe discutir a política de Anápolis, mas, como mantém ligação com o deputado e empresário, aposta suas fichas que Alexandre Baldy será candidato a prefeito. “Eu apoio a candidatura de Baldy, cuja atuação na Câmara dos Deputados é meritória. E concordo que, como foi eleito para ser deputado, é preciso apresentar um cartel de serviços. Sua atuação na CPI do BNDES tem sido exemplar, segura, em defesa dos interesses do país, da sociedade brasileira.”

Pesquisador diz que Vanderlan Cardoso, na luta pelo poder, pode até mudar de nome

[caption id="attachment_13030" align="alignright" width="620"]"O que eu peço ao cidadão goiano é que faça sua própria pesquisa e vai ver números divergentes dos divulgados ultimamente", disse Vanderlan Cardoso | Foto: Reprodução Foto: Reprodução[/caption] Na semana passada, um repórter do Jornal Opção entrevistou um dos mais gabaritados pesquisadores de Goiânia e, sobre a proteção do anonimato — para não perder clientes —, fez uma análise dos motivos pelos quais o pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, Vanderlan Cardoso, depois de uma expectativa positiva, não deslanchou, permanecendo bem atrás, nas pesquisas de intenção de voto, de Iris Rezende, do PMDB, e de Waldir Delegado Soares, do PSDB. Frisa o pesquisador: “É preciso considerar que os eleitores, ao contrário dos políticos e dos jornalistas, não estão mobilizados. Não há, a rigor, uma campanha e a pré-campanha, que vai se tornar uma campanha, ainda é morna, porque não há o contraditório, o choque de ideias. Portanto, é preciso redimensionar a história de quem está na liderança, na vice-liderança e quem, como Vanderlan Cardoso, aparece em terceiro lugar. Em suma, os eleitores ainda não estão avaliando os nomes”. Sobre Vanderlan Cardoso, especificamente, o pesquisador afiança que há vários problemas. “Ele saiu de uma oposição aguerrida para uma adesão intempestiva ao governador Marconi Perillo, do PSDB. Fica-se com a impressão de que, até agora, seu eleitor, que mantém certa independência em relação ao governador do Estado, não entendeu o que aconteceu e é provável que o esteja debitando na cota dos adesistas, dos oportunistas e arrivistas”. “Vanderlan mudou de partido algumas vezes, mudou de cidade [era de Sendor Canedo e, agora, está em Goiânia] e, para a disputa deste ano, mudou de cargo — de governador saltou para prefeito. Ele mudou até o nariz, em 2014. O eleitor talvez fique com a impressão, que vai se firmando, de que, se necessário, o postulante do PSB muda até de nome. O que importa, aparentemente, é o poder a qualquer custo. O eleitor pode estar apreendendo-o, neste momento, como um político tradicional e não mais como o político que se apresentava e parecia diferente”, disseca o pesquisador.

Rodrigo Zani diz que desafio de candidato a prefeito é modernizar a política e a economia de Nerópolis

rodrigo-zani-facebook O presidente da Juventude do PSDB de Goiás, Rodrigo Zani, tem um sonho: disputar a Prefeitura de Nerópolis e, se eleito, fazer uma administração revolucionária no município, requalificando a educação, criando programas culturais, qualificando a mão de obra dos moradores da cidade e atraindo indústrias modernas. “Não se trata tão-somente de um sonho. Eu trabalho para ser candidato a prefeito, mas, disciplinado e humanista, não piso na cabeça de ninguém para alcançar meus objetivos. Não avalio que vale tudo para se conquistar uma candidatura. O prefeito Fabiano da Saneago é o presidente do PSDB e, se quiser, será o candidato. E, se definido que vai disputar, vamos apoiá-lo. Agora, se declarar que não será candidato, coloco meu bloco na rua e disputo.” Rodrigo Zani alerta que Fabiano da Saneago — cuja gestão está desgastada; “não cabe a mim fazer críticas a um aliado” — precisa definir se será candidato ou não. “Porque, se não disputar, é preciso preparar outro candidato. O outro candidato terá de unificar o grupo e trabalhar pela unidade. Não pode, portanto, passar de janeiro. Outros pré-candidatos, como o médico Luiz Alberto, do PSD, já estão articulando com a sociedade civil e com a sociedade política.” O ex-prefeito Gil Tavares (PRB) aparece, em algumas pesquisas de intenção de voto, à frente do prefeito Fabiano da Saneago e de Luiz Alberto. Mas vai disputar? “Não sei. O que dizem na cidade é que tem problemas judiciais insanáveis. Ele faz uma oposição moderada ao governador Marconi Perillo. Luiz Alberto é um político e médico qualificado e respeitado. Fala-se que há restrições ao seu nome devido a possíveis desgastes do setor de saúde. O que posso dizer é que se trata de um político sério. Falo com frequência com ele e sei que planeja mesmo disputar”, anota Rodrigo Zani. “O PSDB precisa ter um candidato para ganhar, não apenas para disputar e marcar posição. Para tanto, precisa apresentar propostas renovadoras e práticas para modernizar a política, a sociedade e a economia de Nerópolis.”

Salvar mandato de Dilma Rousseff é decretar o impeachment do Brasil

O país desistiu do projeto de governo do PT e exige mudança. Políticos atentos, como Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso, perceberam o óbvio: o Brasil caminha para um lado e a petista para o ostracismo

Livro conta a história de Rivellino, o craque que encantou Pelé, Maradona, Beckenbauer e Platini

Ao lado de Pelé, Tostão, Gérson e Jairzinho, Rivellino brilhou na Copa de 1970, transformou o Fluminense na Máquina Tricolor e encantou até os torcedores da Arábia Saudita

Livro organizado por Domenico de Masi discute a cultura no Brasil

96279457Sou meio desconfiado com a estirpe dos sociólogos que se enquadram na categoria de futurólogos. Mas o livro “2025 — Caminhos da Cultura no Brasil” (Sextante, 314 páginas), organizado por Domenico de Mais e Stefano Palumbo, é interessantíssimo. São valiosas as intervenções de Caio Túlio Costa, Cláudia Leitão, Cristovam Buarque, Jaime Lerner, Leonel Kaz, Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti e Tárik de Souza. Domenico de Masi geralmente é otimista, mas nem todos que participam do livro comungam de suas ideias e conceitos. Alguns são mais céticos. É um contraponto dos mais instigantes.

Ron Howard faz filme excelente sobre tema explorado por Herman Melville em “Moby Dick”

“No Coração do Mar” é excelente. Herman Melville por certo ficaria mesmerizado com as cenas marítimas. O diretor Ron Howard baseou seu filme no estupendo livro “No Coração do Mar — A História Real Que Inspirou o Moby Dick de Melville” (Companhia das Letras, 371 páginas, tradução de Rubens Figueiredo), de Nathaniel Philbrick. O filme toma certas licenças poéticas — Owen Coffin não se matou; foi morto e devorado pelos marinheiros —, mas nada que comprometa a história. “No Coração do Mar” supera, de longe, o filme “Moby Dick”, de John Huston, com Gregory Peck como o capitão Ahab. Ao ótimo Gregory Peck falta a chama que o personagem explosivo e, ao mesmo tempo, soturno exige. O Brasil tem três traduções competentes de “Moby Dick”. A primeira é de Berenice Xavier. A segunda é de Péricles Eugênio da Silva Ramos (a que capta de maneira mais adequada a poesia da prosa de Herman Melville). A terceira (e mais recente) é de Alexandre Barbosa de Souza e Irene Hirsch (a edição da Cosac Naify é de qualidade). Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=K-H35Mpj4uk

Alto tucanato discute posição firme e responsável a respeito da crise nacional

O PSDB, com sete governadores, Fernando Henrique Cardoso e os senadores José Serra e Aécio Neves, vai adotar uma posição única, séria e responsável sobre a crise e o impeachment da presidente Dilma Rousseff

Lista de jornalistas demitidos dos jornais O Globo e Extra

A redação comenta que ao todo foram demitidos 40 funcionários, 23 deles na redação

FHC reúne Marconi e outros governadores pra definir discurso único sobre impeachment de Dilma

Tese do ex-presidente da República: PSDB precisa definir o que pensa sobre a crise e, a partir disso, definir um discurso que conduza a uma ação política eficaz

Cientista revela que Mona Lisa contém outro retrato e especialista diz que quadro deve mudar de nome

Pesquisa do francês Pascal Cotte é endossada por historiador da arte Andrew Graham-Dixon mas contestada por Martin Kemp, professor de Oxford

Sindicato diz que Correio Braziliense atrasa salário e não paga 13º salário

Jornal contrapõe que vai pagar o 13º até 20 de dezembro mas não há previsão para regularização dos salários

O empresário Ruimar Ferreira, príncipe dos cabeleireiros, parabeniza o Jornal Opção por seus 40 anos

“Posso dizer que minhas opiniões ficam mais consistentes depois da leitura do Jornal Opção e, por isso, posso conversar e debater com meus clientes” Ruimar Ferreira lendo o Jornal Opção 12310608_1707500859498327_7802691802435479426_n O empresário Ruimar Ferreira, conhecido como “príncipe dos cabeleireiros de Goiás”, corta o cabelo dos principais políticos do Estado — tanto da ativa quanto dos aposentados. Por três motivos. Primeiro, seu salão, o New Star, é agradável, tem uma ótima biblioteca — o que atraiu, há pouco tempo, Evanildo Bechara, um dos mais importantes gramáticos brasileiros. Segundo, conta com alguns dos melhores cabeleireiros do país (ressalte-se que Ruimar prefere falar em “barbeiros”). Terceiro, o local é point de políticos, empresários, advogados, médicos, escritores, juízes e desembargadores, engenheiros e jornalistas. Políticos, por sinal, garantem que cortar o cabelo no New Star, sobretudo se passar pelas mãos mágicas (e quase santas) de Ruimar Ferreira, é quase um passaporte para ser deputado estadual e federal, vereador, prefeito, senador e governador. Na sala de espera do salão há revistas e livros. Ruimar Ferreira diz que não pode faltar, toda semana, um exemplar do Jornal Opção. “Se faltar, os políticos reclamam, mas quem mais reclama sou eu mesmo, pois aprecio ler as análises políticas do jornal. Posso dizer que minhas opiniões ficam mais consistentes depois da leitura do Jornal Opção e, por isso, posso conversar e debater com meus clientes.” No seu Facebook, usando uma fotografia como ilustração, Ruimar Ferreira postou: “Parabéns ao Jornal Opção pelos seus 40 anos”. Um jornal se faz com grandes jornalistas e grandes leitores, como Ruimar Ferreira.

Vítimas da tragédia de Mariana devem pedir indenização por danos materiais, morais e por lucros cessantes

Podem existir ações coletivas promovidas pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública, mas nestas ações coletivas não serão levados em consideração prejuízos individuais Mariana tragédia 20151107bento-rodrigues-mariana1-634x397 Felippe Mendonça Sempre que uma tragédia é anunciada, vítimas lotam a caixa de mensagens de advogados com dúvidas das consequências jurídicas do evento ocorrido. Neste triste episódio de Mariana, Minas Gerais, o número de pessoas afetadas é assustador, pois a terra deslizada, contaminada por resíduos tóxicos da mineradora, percorreu longa distância, afetando gravemente a vida de moradores de cidades de Minas Gerais e Espírito Santo, causando danos que vão desde a desvalorização imobiliária, até lesões graves de direitos fundamentais. Moradores de Colatina, no Espírito Santo, por exemplo, questionaram se podem processar a empresa causadora do evento, pois o abastecimento de água da cidade foi comprometido e agora a empresa fornece a eles, por dia, tão somente quatro garrafinhas de água potável de 500 ml cada, por pessoa, obrigando-os a enfrentar longas filas para receber essa “graça”. A quantidade de água prontamente fornecida pela empresa é muito inferior à necessidade real de cada pessoa. A empresa levou em consideração, aparentemente, a quantidade que o corpo humano precisa diretamente, ou seja, o quanto precisamos beber por dia. Entretanto, o preparo de alimentos e a higiene também necessitam de água. É fácil perceber que esse reparo emergencial que a empresa causadora do estrago faz não é suficiente para atender a população de Colatina. Isso sem analisar outros danos causados. Deste evento trágico nascem consequências jurídicas múltiplas, fazendo com que a empresa seja responsável pelos danos causados ao meio ambiente e também aos danos causados às pessoas que vivem nas regiões afetadas. É comum, entretanto, as pessoas acharem que as consequências jurídicas de um ato são tratadas todas juntas, num único processo. Na crendice popular, como o Ministério Público já está atuando para exigir a responsabilidade criminal de danos ao meio ambiente, automaticamente a questão dos reparos aos danos individuais também estariam sendo tratados neste mesmo processo. Ou seja, esperam uma solução que venha do poder público, sem levar ao poder público o que precisam que seja reparado. É claro que podem existir ações coletivas promovidas pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública para atender aos prejuízos de danos causados à coletividade, mas nestas ações coletivas não serão levados em consideração prejuízos individuais que possam ser diferenciados. Por exemplo, uma pessoa que necessita de um cuidado maior com a higiene pessoal em decorrência de alguma enfermidade não sofre o mesmo dano que outra que não tem essa enfermidade, pois a lesão ao direito à saúde é maior para ela do que para o resto. Em eventual ação coletiva promovida pelo Ministério Público ou pela Defensoria um caso como este não seria tratado. Portanto, cabe, sim, a cada vítima de uma tragédia não natural buscar o poder judiciário para exigir a reparação aos seus danos pessoais. Os danos dos indivíduos, se mal avaliados, podem aparentar serem ínfimos, por exemplo, se observar tão somente a falta de água e quantificá-la pelo custo do galão que os moradores de Colatina estão tendo que comprar. O valor devido pela empresa para reparo seria ínfimo, mas existem diversos outros prejuízos a serem analisados, como a desvalorização imobiliária, os danos morais e os lucros cessantes. Os imóveis das regiões afetadas despencaram de valor, pois todos querem deixar suas casas em busca de um lugar não destruído pela tragédia e evidentemente ninguém está disposto a pagar o valor que antes era praticado no mercado imobiliário. A análise deste dano é individual - cabe aos proprietários de imóveis buscar a informação do valor de suas casas antes e depois da tragédia para pedir em juízo que a empresa compense o dano causado. O dano moral existe quando um direito fundamental é cerceado, pois isso afeta a pessoa em um abalo psicológico que pode gerar consequências futuras. Parece-me evidente a existência de danos morais nesta tragédia, pois gera inúmeras restrições a direitos fundamentais dos indivíduos, como, por exemplo, as decorrentes pela falta d´água. Já os “lucros cessantes” ocorrem quando alguém deixa de lucrar com a sua atividade normal em decorrência do evento danoso. É o caso, por exemplo, dos pescadores, dos proprietários de restaurantes e hotéis, dentre outros. É preciso levar ao conhecimento destas vítimas um brocardo jurídico: “o direito não socorre aos que dormem”. Portanto, se ficarem parados esperando uma solução vinda do Ministério Público ou do próprio judiciário (e este é inerte), dificilmente serão indenizados na quantia que merecem. Felippe Mendonça é advogado no escritório MGRS Advogados Associados; professor de Direito Constitucional da FMU; professor e assistente da coordenação do curso de pós-graduação em Direito Constitucional e Administrativo da EPD; doutorando e mestre em Direito do Estado pela USP e especialista em Direito Constitucional pela ESDC.