Por Euler de França Belém
Está ocorrendo em todo o Estado: vários prefeitos do PMDB, notadamente os de cidades pequenas e médias, estão acompanhando a caravana do programa Goiás na Frente mesmo fora de seus municípios. Realistas, sabendo que as prefeituras estão mais quebradas do que arroz de terceira, eles chegam a demonstrar mais entusiasmo do que os prefeitos governistas.
Não se trata de adesismo, e sim de necessidade e de pensar nos interesses das suas comunidades.
Vereadores estão de olho num secretário do prefeito Iris Rezende que, apesar da proibição legal, está fazendo obras — um parque — para a Prefeitura de Goiânia. Uma denúncia deve ser feita na próxima semana.
O secretário e empresário estaria fazendo uma obra tão ruim para a prefeitura que, mesmo antes de ser concluída, já precisa de reforma. Além disso, ele estaria pressionando por aditivos.
É provável que, com tantos afazeres, o prefeito Iris Rezende não esteja informado sobre o que está ocorrendo. Vale fiscalizar.
O ex-prefeito de Goiânia teria conversado com o secretário Vilmar Rocha, de quem é amigo
[caption id="attachment_96474" align="alignright" width="620"]
Arquivo[/caption]
Wellington Peixoto vai mesmo disputar a presidência do PMDB em Goiânia. Mesmo sabendo que o prefeito Iris Rezende vai bancar o nome de Clécio Alves, visto como “um pouco mais confiável” pelos iristas. “Clécio é difícil, mas é irista”, afirma um aliado do gestor municipal.
Wellington Peixoto quer ser o novo Daniel Vilela: quer derrotar o candidato de Iris Rezende... e em Goiânia. Não será fácil.
[caption id="attachment_90035" align="alignright" width="620"]
Roberto Balestra e Wilder Morais: os dois querem disputar mandato de senador em 2018[/caption]
O senador Wilder Morais, que os maliciosos chamam de Wilder Money, e o deputado federal Roberto Balestra ainda não fumaram o charuto da paz. Mas, se depender dos prefeitos de Inhumas, Abelardo Vaz, e Vianópolis, Issy Quinan, e do ex-deputado Sandes Júnior vão pelo menos comer o pão de queijo da paz no Biscoito Pereira.
O ex-deputado Sandes Júnior diz que, apresentadas as garantias pelo governo de Goiás, a Caixa Econômica Federal libera, no segundo semestre, 600 milhões de reais para a recuperação da malha rodoviária de Goiás. “Wilder Morais foi decisivo para articular o empréstimo”, revela.
O prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, deve apoiar sua reeleição
De um vereador: “Iris Rezende vai acender o sinal verde para Ronaldo Caiado, do DEM, e o sinal vermelho para Daniel Vilela, do PMDB. Ele vai adotar a seguinte tática: vai declarar apoio a Daniel Vilela para governador, vai fingir que cruzou os braços e, nos bastidores, se empenhará na campanha do presidente do DEM”.
Iris Rezende acredita, segundo iristas, que, se Daniel Vilela for eleito governador, seu grupo político será liquidado.
De um deputado federal goiano, depois de conversar 15 minutos com o presidente Michel Temer: “Senti o ‘cheiro’ de ex-presidente no ar”.
[caption id="attachment_83797" align="alignright" width="620"]
Samuel Almeida| Foto: Marcos Souza[/caption]
Há quem acredite que a cabeça de Samuel Almeida, secretário de Iris Rezende, está por um fio. O prefeito estaria afiando a guilhotina. O peemedebista estaria comentando que seu auxiliar não consegue articular a Câmara Municipal.
De um vereador: “Iris Rezende, se extinguir a Comurg, só o fará em 2019, depois da eleição para governador, senador e deputado. Ele teme que o fechamento da companhia, com a demissão de mais de 8 mil servidores, seja contraproducente para Iris Araújo, que será candidata a deputada federal em 2018”.
Prevaleceu o bom senso e a Prefeitura de Goiânia não repassou 300 mil reais, de graça, para a Exposição Pecuária deste ano.
As relações políticas do senador do PP são cada vez melhores com o peemedebista e com o prefeito de Aparecida
O governador de Goiás, Marconi Perillo, tem sido chamado por auxiliares e correligionários de Senhor Bom Humor. Nem mesmo a agenda lotada, com tempos cada vez mais curtos, irrita o tucano-chefe.
Marconi Perillo recebe pedidos, conversa com a população e, pacientemente, faz selfies e fotos com centenas de pessoas em seu périplo pelo interior do Estado. O governador não raro demora mais de meia hora para deixar os eventos. Mesmo assim, ele está sempre sorrindo, admitindo que isto são os ossos do ofício de um político, diria o sociólogo alemão Max Weber, por vocação.


