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A ida do deputado do MDB para o Tribunal de Contas dos Municípios é, por enquanto, consensual
[caption id="attachment_177246" align="aligncenter" width="620"] Humberto Aidar: apontado como um dos mais qualificados deputados da Assembleia Legislativa de Goiás | Foto: Fábio Costa / Jornal Opção[/caption]
É quase oficial: se o conselheiro Nilo Resende, do Tribunal de Contas dos Municípios, optar pela aposentadoria, no primeiro semestre de 2020 — possivelmente antes de abril, o mês das desincompatibilizações —, o deputado estadual Humberto Aidar, do MDB, será indicado para o seu lugar.
A vaga de Nilo Resende é de indicação da Assembleia Legislativa e um grupo de parlamentares fechou questão: vai bancar Humberto Aidar para o TCM. Setores do governo de Ronaldo Caiado ficaram amplamente satisfeitos com a condução do deputado na CPI dos Incentivos Fiscais. O ex-petista dirigiu a CPI de maneira técnica, com conhecimento profundo dos problemas, o que chegou a desconcertar alguns empresários. O entendimento que Humberto Aidar tem do assunto chegou a impressionar técnicos altamente especializados.
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Cláudio Meirelles: deputado crítico e atuante, mas é visto, até por aliados, como desagregador | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption]
A CPI dos Incentivos Fiscais não foi politizada graças, em larga medida, à condução serena de Humberto Aidar. Mesmo quando os empresários se irritavam, perdendo as estribeiras, o deputado mantinha a calma, estribando seu raciocínio em informações técnicas e, às vezes, irretorquíveis. O próprio governador Ronaldo Caiado gostou da ação do emedebista.
A ida de Humberto Aidar para o TCM — se Nilo Resende realmente se aposentar, o que ainda não confirmou, oficialmente — é, no momento, consensual. Até o deputado estadual Cláudio Meirelles, que ambicionava a vaga, não discute a preferência dos colegas pelo emedebista.

A indicação de Gracinha Caiado — que, politicamente, é extremamente política (chegou a dirigir a UDR da Bahia) — para compor com Iris Rezende, seria a vice na disputa pela Prefeitura de Goiânia, não foi adiante. Caiadistas e iristas concluíram que, ante a possibilidade de os adversários usarem o mote da panelinha (como a história de Iris Araújo e Otoniel Machado), é mais saudável, em termos políticos, bancar outro candidato para vice. Um médico ligado ao senador tem sido cotado para vice. Mas o Solidariedade não descarta pleitear a vice do decano peemedebista.