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Reunião ocorreu fora do protocolo de uma visita oficial de Estado e foi conduzida de forma reservada
É a lógica explícita de decisões de política externa que desprezam normas, tratados e instituições multilaterais
A medida foi divulgada nesta quarta-feira, 14, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos
Situação ocorre diante de onda de protestos no país
m publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que suspendeu reuniões com autoridades iranianas enquanto persistirem episódios de violência contra civis
Manifestantes vêm denunciando violência policial nos protestos contra o regime Khamenei. Governo iraniano acusou EUA e Israel de 'semear o caos' e ameaçou retaliar em caso de interferência
De acordo com o jornal, Batista teria viajado à Venezuela no fim de novembro, levando uma proposta que incluía a renúncia de Maduro e a possibilidade de exílio em países como a Turquia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 7, que a Venezuela concordou em utilizar os recursos obtidos com a venda de petróleo para adquirir exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos.
Em publicação na rede Truth Social, Trump informou que as compras devem incluir alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e materiais destinados à recuperação do sistema elétrico e da infraestrutura energética venezuelana. Segundo ele, o acordo estabelece os EUA como principal parceiro comercial do país sul-americano.
"Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos", acrescentou Trump.
Mais cedo, o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou que o país já iniciou a comercialização de petróleo venezuelano. De acordo com o órgão, toda a receita gerada pelas vendas será depositada inicialmente em contas sob controle americano, mantidas em bancos reconhecidos internacionalmente.
Em nota, o departamento afirmou contar com o apoio de grandes empresas de comercialização de commodities e instituições financeiras globais para viabilizar as operações. Os recursos, segundo o governo dos EUA, permanecerão sob gestão americana para garantir a legalidade do processo e serão destinados conforme decisão da administração de Washington, com a justificativa de beneficiar as populações dos dois países.
Também nesta quarta-feira, a estatal venezuelana PDVSA informou que houve avanço nas negociações com os Estados Unidos para a venda de petróleo. A empresa afirmou que os termos discutidos seguem modelos semelhantes aos acordos firmados com parceiros estrangeiros, como a petroleira americana Chevron.
Segundo o Departamento de Energia, as vendas começam de forma imediata e não têm prazo definido para encerramento.
Na noite de terça-feira, 6, Trump declarou que os Estados Unidos devem refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo bruto que estavam retidos na Venezuela em razão do bloqueio imposto por Washington. O presidente também afirmou que fechou um acordo para a exportação de até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano ao mercado americano, medida que, segundo ele, reduziria a dependência chinesa desse fornecimento e ajudaria a evitar novos cortes na produção venezuelana.
Trump disse ainda que o petróleo será negociado a preços de mercado e que o governo americano ficará responsável por supervisionar o uso dos recursos obtidos. De acordo com o presidente, o transporte será feito por navios de armazenamento, com entrega direta em terminais nos Estados Unidos, volume equivalente a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela.
Prisão de Maduro
As declarações ocorrem poucos dias após uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A operação, segundo informações oficiais, deixou ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos mortos.
Na terça-feira, a agência Reuters revelou que autoridades dos dois países já vinham discutindo a retomada das exportações de petróleo venezuelano aos EUA. Desde dezembro, milhões de barris permaneciam armazenados em navios e tanques, sem possibilidade de exportação devido às sanções impostas pelo governo Trump, que integraram a estratégia de pressão sobre Caracas.
Nesta quarta, os Estados Unidos também apreenderam, no Oceano Atlântico, um navio petroleiro vazio de bandeira russa com vínculos com a Venezuela. A medida faz parte da estratégia americana para monitorar o fluxo de petróleo na região e pressionar o governo venezuelano a se alinhar politicamente a Washington.
No último sábado, após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias americanas. Segundo ele, empresas dos EUA devem investir bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura do setor e retomar a produção em larga escala.
Antes das sanções, refinarias localizadas na Costa do Golfo dos Estados Unidos importavam cerca de 500 mil barris diários de petróleo venezuelano, cuja composição pesada é compatível com essas plantas industriais. Atualmente, apesar de deter as maiores reservas do mundo, a Venezuela produz aproximadamente 1 milhão de barris por dia, volume reduzido em razão das sanções e da deterioração da infraestrutura.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo americano pretende se reunir ainda nesta semana com executivos do setor petrolífero para tratar dos próximos passos da política energética em relação à Venezuela.
Maior parte das organizações afetadas é composta por agências, comissões e grupos consultivos ligados à ONU que tratam de temas como mudanças climáticas, direitos trabalhistas e outras pautas
Um vídeo mostra o momento em que um agente de imigração do governo dos Estados Unidos atirou e matou uma mulher durante uma operação em Mineápolis, em Minnesota, nesta quarta-feira, 7.
Segundo as autoridades locais, a mulher que morreu era uma cidadã americana e tinha 37 anos. Ela estava dentro do veículo, cujo qual bateu depois de ser baleada.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que um dos agentes do ICE atirou após a mulher tentar avançar com o carro contra os oficiais.
A secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa dos agentes e classificou a ação da mulher como um ato de "terrorismo doméstico". Ela afirma que os agentes foram atacados enquanto tentavam retirar um veículo que havia ficado preso na neve.
“Esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico. Estamos trabalhando com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma”, afirmou.
O senador Omar Fateh disse, em uma rede social, que testemunhas informaram que agentes federais impediram um médico de tentar socorrer e reanimar a mulher. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a atuação dos agentes federais.
Após a morte da mulher, dezenas de manifestantes se reuniram no local e protestaram contra a atuação de agentes federais e locais. Eles gritavam palavras de ordem como "Vergonha! Vergonha!" e "ICE fora de Minnesota", além de usar apitos.
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A esposa do presidente, Cilia Flores, também foi capturada na mesma operação
Declarações de Rubio contrastam com falas anteriores de Trump e geram repercussão internacional
Levantamento da CNN aponta que bases militares, estruturas de comunicação e um aeroporto foram atingidos na capital venezuelana e em áreas próximas durante a ofensiva
Declaração foi feita um dia após Maduro ser levado a centro de detenção em Nova York
Ministério das Relações Exteriores chinês defendeu que crise venezuelana seja solucionada por meio do diálogo e da negociação

