Resultados do marcador: Contradição
Primeiro o deputado estadual Adib Elias (PMDB) conseguiu suspender na Justiça concurso público da Prefeitura de Catalão para preencher 292 vagas em diversas áreas. O peemedebista tanto fez que obteve também a suspensão do certame da SAE, a companhia de água do município, já em fase de homologação. Nada menos que 140 aprovados aguardavam chamamento para tomar posse. Na cidade, a versão corrente é de que Adib Elias, pré-candidato declarado à prefeitura, agiu contra os concursos — via legítima, transparente e democrática de acesso ao emprego público — simplesmente para garantir, em caso de vitória, o maior número possível de cargos para seus cabos-eleitorais. Até aí, nada muito diferente do que se vê Brasil afora. O interessante é que num arroubo questionável de moralismo, supostos aliados de Adib Elias passaram a divulgar na internet uma falsificação de ranking da revista “Exame” que mostra as cidades brasileiras com maior proporção dos chamados cargos de confiança. Numa montagem simplória, aliados do deputado peemedebista chegaram a divulgar que Catalão estaria em segundo lugar nesta lista. Mentira. Davinópolis ocupa tal posição, precedida pela também goiana Aruanã. Estivessem, Adib e aliados, tão preocupados com a redução do aparelhamento da administração pública, não teriam agido contra o concurso. Neste caso, seriam 292 cargos de confiança a menos. A cidade estaria, com certeza, entre aquelas com menor porcentual de comissionados do Brasil.
Nenzão assumiu a presidência do PP de Nerópolis. O vereador é apontado como um dos mais ferozes críticos do governo de Marconi Perillo (PSDB) na cidade. Ele ataca o governo estadual na tribuna da Câmara Municipal, nas ruas e nas redes sociais. Pré-candidato a prefeito, Gil Tavares avalizou a indicação de Nenzão para comandar o PP no município. O vereador é cotado para ser vice do ex-prefeito.
Bruno Garschagen escreveu um livro inteligente e ousado: “Pare de Acreditar no Governo — Por que os Brasileiros Não Confiam nos Políticos e Amam o Estado” (Record, 322 páginas). O autor sugere que, apesar criticar os políticos, o brasileiro está sempre pedindo ao governo que interfira na sua vida. Quer dizer, critica os políticos, mas cobra a presença deles.

