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Sem aspiração de suceder titular

O Tocantins possui peculiaridades difíceis de explicar. Aqui, dizem que vice não tem aspiração de suceder o titular. Senão o que explica a renúncia do vice-governador João Oli­veira, que simplesmente entregou o cargo para, segundo ele, ajudar a viabilizar o projeto político do ex-governador. Foi o que ele disse ao entregar a carta-renúncia.

Descontentamento com Eduardo?

Nenhum deputado confirma, mas cresce os comentários de insatisfação de parlamentares da base com o governo. Os adesistas são os mais arrependidos. Segu­ra­mente não estão recebendo o que foi prometido pelo governo. Há comentários também de atritos entre o governador internino Sandoval Cardoso e o seu mentor Eduardo Siqueira. Especulação à parte, próximo de uma eleição como esta em que os deputados passam a ser tratados como donos do poder, não é difícil imaginar o que se passa nos bastidores.

Marcelo Lelis interrompe agenda política

O deputado Marcelo Lelis (PV) interrompeu temporariamente a agenda de encontros políticos que vinha mantendo pelo interior como pré-candidato ao governo. O deputado deixou as ruas para cuidar de outra eleição, a indireta, que será comandada pelo Parlamento na qual também é pré-candidato. Ele acredita que é possível costurar acordo para levar um nome da oposição a disputar em pé de igualdade com o candidato governista.

Cresce lista de candidatos à indireta

A eleição é indireta, o mandato de apenas oito meses e o governo um presente de grego. E mesmo assim não para surgir candidatos à eleição indireta que vai escolher o próximo governador do Tocantins para um mandato de oito meses. Já são 11 os candidatos, conforme elaborada pelos deputados. Constam da lista os deputados José Augusto Pugliesi (PMDB), Marcelo Lelis (PV) e Irajá Abreu (PSD); Sargento Aragão (Pros); os servidores públicos Nuir Júnior (PMN) e Luciano Coelho (PMDB), o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT); o senador Ataídes Oliveira (Pros), o empresário Benedito de Faria, Dito do Posto (PMDB), o governador interino Sandoval Cardoso (SDD) e o ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB).

Interino se sai ainda pior do que Siqueira

O governador interino Sandoval Cardoso (SDD) ainda nem completou 30 dias no cargo e já está se saindo pior que o ex-governador Siqueira Campos. O governador revogou por decreto a transparência das diárias, o que se supõe atende a interesses eleitoreiros já que se trata de período eleitoral. A denúncia é do jornalista Luiz Armando Costa em seu blog. Armando diz que a oposição envolvida com a eleição indireta não tem cumprido a função de fiscalizar o governo em medidas que representam retrocesso administrativo.

Eleição de Sandoval pode encorajar revanche

A eleição de Sandoval Cardoso na eleição indireta pode encorajar o ex-governador Siqueira Campos a voltar aos palanques. Agora talvez como candidato ao Senado ao lado do filho, candidato ao governo. Será a revanche de 2006 contra Marcelo Miranda e Kátia Abreu. Naquela eleição Kátia e Marcelo venceram os Siqueiras, derrubando o mito da invencibilidade do velho líder.

Amastha siqueirou de vez e confirma tese do Opção

[caption id="attachment_2470" align="alignleft" width="300"]Prefeito Carlos  Amastha bandeou  para o siqueirismo / Antônio Gonçalves/Ascom Prefeito Carlos
Amastha bandeou
para o siqueirismo / Antônio Gonçalves/Ascom[/caption] Não tem outra palavra para definir o anúncio de apoio do prefeito de Palmas, Carlos A­mastha (PP), ao governador interino Sandoval Cardoso (SDD) à eleição indireta. O prefeito não tem nenhum voto no plenário da Assembleia Legislativa e pouca chance de influenciar algum voto para o deputado governador, já que tem declarado que é oposição ao governo, e como se sabe Sandoval é mais do que governo, é siqueirista. Amastha siqueirou de vez e apenas confirma a tese antecipada pelo Jornal Opção, que ele prefere Eduardo Siqueira Campos no Palácio Araguaia a Marcelo Miranda, por imaginar que a continuidade do siqueirismo o beneficia em 2018, quando pretende disputar o Palácio Araguaia. Nem Eduardo nem Sandoval, se eleitos, não podem ser candidatos à reeleição em 2018. Já Marcelo Mi­randa, se eleito, dificilmente deixará de disputar a reeleição, até mesmo por uma convocação da sociedade, pois seguramente fará um governo bem melhor do que o que os tocantinenses têm visto nos últimos anos.

Dertins tem chance de ser indicado para compor vice

[caption id="attachment_1949" align="alignleft" width="620"]Foto: Diretoria de Comunicação Foto: Diretoria de Comunicação[/caption] O deputado Eduardo do Dertins, do PPS (foto), tem grandes possibilidades de ser indicado candidato a vice-governador na chapa de Sandoval Car­doso. Não que seja um bom nome para somar vo­tos, mas porque atende aos in­teresses do governo de comprometer mais um partido de oposição. A indicação de Dertins pode ainda anular a pré-candidatura do procurador da Re­pública Mário Lúcio Avelar, um velho ad­ver­sário do siqueirismo que de­ve dispor de artilharia pesada para usar nesta disputa.

Elenil torce pela eleição do adversário

Quem torce pela eleição de Dertins é o suplente de deputado Elenil da Penha (PMDB), que em caso de vitória do adversário pode ganhar a o­portunidade de exercer oito meses de mandato. Com a oportunidade Elenil ganharia ain­da mais força para garantir presença na lista dos novos deputados que vão compor a próxima legislatura.

Marcelo diz que até o governo sabe da sua elegibilidade

Do limão a limonada. O ex-go­ver­nador Marcelo Miranda não po­dendo combater a propaganda governista que espalha a informação de que ele não será candidato porque está inelegível, resolveu u­sar a própria campanha como exemplo de que se é temido pelo go­­verno é porque tem condições de disputar as eleições. “Se não pos­so ser candidato, porque a mi­nha candidatura os preocupa tan­to?”, questiona o peemedebista, a­fir­mando que a campanha do go­verno está ajudando a esclarecer me­lhor este assunto da elegibilidade.

Oposição unida em torno de projeto comum

O ex-governador Marcelo Miranda garantiu em pronunciamento durante seminário realizado pelo PSD em Palmas no final de semana, e que contou com a presença do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que os candidatos de oposição estão unidos em torno de um projeto de mudança para o Tocantins. Marcelo inclui nesta lista o deputado Marcelo Lelis (PV), o empresário Roberto Pires (PP), o ex-prefeito Paulo Mourão (PT) e o senador Ataídes Oliveira (Pros), além dele próprio.

Insegurança jurídica atinge governo

O deputado Freire Júnior observa que a insegurança jurídica que era privilégio da oposição agora atingiu também o governo. O deputado aponta que a candidatura do governador interino Sandoval Cardoso (SDD) à eleição in­direta coloca o governo em situação desconfortável. “Se for candidato Sandoval corre o risco de ter sua eleição contestada, perder o mandato e ficar inelegível”, comenta o parlamentar, informando que a oposição está se preparando para questionar na justiça a candidatura governista.

Kátia afirma que recusou compromisso de apoio

A tese de que a senadora Kátia Abreu (PMDB), ao indicar o aliado João Oliveira para compor a chapa majoritária de Siqueira Campos em 2010, o fez pensando em “amarrar” o governo, é no mínimo estapafúrdia, para não dizer criativa demais. O que a senadora teria a ganhar com esta estratégia? Na semana passada Kátia revelou que acordo fez para apoiar o ex-governador. “Se o senhor fizer um bom governo eu é que vou apoiar a sua reeleição, e se o senhor não fizer um bom governo eu que não quero o seu apoio”, disse a senadora em resposta à oferta de apoio de Siqueira Campos a sua candidatura a governadora em 2014, que recusou prontamente. A senadora conta que recusou fazer compromisso de apoio com Siqueira porque queria apenas o melhor para o Tocantins. Como não viu resultado foi obrigada a romper.

Entendimento muito difícil

Não pense que será fácil construir algum entendimento num cenário de incertezas, em que o governo já deu demonstração de que é capaz de tudo e a oposição de que não é capaz de resolver suas pendências internas. E não consegue por quê? Porque o governo tem sido eficiente em plantar obstáculos no caminho dos adversários. A desenvoltura do deputado Júnior Coimbra (PMDB) no combate ao prestígio político do ex-governador Marcelo.

Posição contrária de Amastha pouco importa

O deputado Irajá Abreu (PSD) não teme interferência do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, na construção de união das oposições. O deputado aponta que quem é o pré-candidato do PP é o empresário Roberto Pires e quem dirige o partido é o deputado Lázaro Botelho, que são favoráveis ao entendimento neste esforço. Conclusão: a posição