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A senadora Kátia Abreu (PMDB) prevê que a campanha vai começar mesmo de verdade a partir de agosto, mas observa que os candidatos que não querem perder tempo vão manter contato com o povo visitando as praias. Revela que esta vai ser a sua agenda e a do candidato a governador Marcelo Miranda durante o mês de julho. “Vamos fazer visitas às cida
Os candidatos Marcelo Miranda, da coligação A experiência é que faz a mudança (PMDB-PV-PT-PSD), Sandoval Cardoso, da coligação A mudança que a gente vê, (SD-PSDB- PTB-PDT-DEM-PPS-PSB-PRB-PP-PR-PTC-PEN-PHS-PSL-PRP-PSC), Ataídes Oliveira, da coligação Reage Tocantins (Pros-PTN-PCdoB- PMN-PPL-PSDC-PTdoB), Carlos Potengi (PCB) e Joaquim Rocha (PSol) cumprem agenda de campanha, cada um ao seu modo. Sandoval Cardoso nas ações do governo e os candidatos de oposição na ausência das ações do governo.
Desde o dia 6 que os candidatos estão liberados para fazer campanha. No Tocantins a impressão é que a campanha eleitoral ainda não começou. Na verdade a campanha já começou. É certo que meio truncada e restrita aos bastidores, onde acontece uma verdadeira guerra declarada. A campanha de rua só começa mesmo a partir do início de agosto. No Tocantins a campanha tradicional começa no dia 1º agosto, quando se encerra a Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade.
A disputa é dramática. Se não bastasse o número elevado de candidatos, ao todo 274, o nível também subiu nesta eleição. Disputam as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, 2 ex-senadores, 4 ex-deputados federais, mais de 20 ex-prefeitos além dos atuais detentores das cadeiras que são candidatos à reeleição e levam certa vantagem na disputa. Ainda assim tem espaço para os novos. O nível de desgaste do Parlamento coloca os jovens na preferência dos eleitores.
O ex-senador Leomar Quintanilha (PMDB) desistiu da candidatura à Câmara Federal, mas vai se manter na disputa. Quintanilha anuncia que agora é candidato a deputado estadual. Pela carreira e militância que ainda exerce Quintanilha tem chances reais de se eleger. Exerceu dois mandados de deputado federal e dois de senador. É o atual presidente da Federação Tocantinense de Futebol(FTF).
A rejeição a qualquer associação com a imagem do ex-governador Siqueira Campos (PSDB) está levando os marqueteiros que atuam nas campanhas no Tocantins a desconfiar que o eleitor não está julgando só a falta de resultado do governo, que é flagrante, mas também está reprovando uma prática política que parece eficiente, mas que fere a opinião pública. O problema é que Siqueira sempre priorizou os conchavos em detrimento de entendimentos em torno de propostas.
O ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT) está na briga por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mourão é o nome mais cotado para ocupar a primeira suplência da senadora Kátia Abreu, mas perdeu a indicação para o suplente de deputado e ex-presidente do PT Donizeti Nogueira. Se der tudo certo como está planejando disputa com Eduardo Siqueira Campos a presidência da Assembleia.
A coligação A mudança que você vê, encabeçada pelo governador Sandoval Cardoso, perde mais um partido. Desta vez ficou sem o PRTB que decidiu lançar candidato próprio. Antes já tinha perdido o PCdoB, que voltou atrás e fez coligação com a coligação Reage Tocantins, encabeçada pelo senador Ataídes Oliveira (ProsS). A coligação governista agora soma “só” 16 siglas.
A senadora Katia Abreu informa que acaba de empenhar recursos da ordem de R$ 1,5 milhão junto ao Ministério do Turismo, para pavimentação da via de acesso ao Santuário do Senhor do Bonfim. O pedido havia sido feito à presidente Dilma Rousseff pela senadora em audiência no Palácio do Planalto no dia 7 de maio. Segundo Kátia Abreu, os recursos serão aplicados no asfaltamento da estrada dos romeiros (paralela à rodovia estadual) e na instalação de estações definitivas de apoio aos fiéis no percurso. A senadora ainda solicitou infraestrutura para o povoado de Bonfim, onde será construído o novo santuário.
A senadora Kátia Abreu (PMDB) enviou nota à população repudiando o que classificou de prepotência e arrogância do advogada Juvenal Klayber, do Solidariedade, ao reputar como fraudulentas e de enganação do eleitor as candidaturas do ex-governador Marcelo Miranda e deputado Marcelo Lelis. “Além de desrespeitar o Poder Judiciário, com declarações intempestivas e fazendo uso de expediente não compatível com o que se exige de um operador do direito, em fórum completamente inadequado, demonstra o advogado arrogância, especialmente quanto ao menosprezo ao Tribunal Superior Eleitoral que tem jurisprudência pacificada sobre o assunto, com reiterados acórdãos dos Ministros do TSE e posicionamentos de Ministros do STF, lugar competente para dirimir questões jurídicas, que garantem a candidatura de Marcelo Miranda em função de sua condição de elegibilidade em 5 de outubro, posto atender ao disposto na Lei do Ficha Limpa”, esclarece a senadora em trecho da nota.
Outra mudança importante se deu na chapa do PSol. Uma troca entre os candidatos ao governo e ao Senado. Saiu o professor Élvio Quirino, que era cabeça de chapa, e entrou o médico Joaquim Rocha, até então candidato a senador. Quirino agora é candidato ao Senado. O candidato a vice se mantém e é o jovem Derisvan Bezerra da Silva.
O primeiro debate entre os candidatos a governador já está marcado, será no dia 14 promovido pela TV Band com transmissão para Palmas, Gurupi e Araguaína. Os cinco candidatos – Sandoval Cardoso, Marcelo Miranda, Ataídes Oliveira, Carlos Potengi e Joaquim Rocha – confirmaram presença. É um momento importante para se conhecer as ideias dos que pretendem governar o Tocantins.
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Sandoval Cardoso: vai gastar pouco? / Foto:Ascom[/caption]
Candidatos de oposição acusam o candidato governista Sandoval Cardoso (SD) de subestimar os gastos de campanha. Lembram que uma campanha cuja festa da convenção ficou em mais de R$ 3 milhões não pode gastar só R$ 35 milhões como foi declarado. Quem fala tem noção exata de quanto custa a cooptação de um partido para somar tempo de televisão. Infelizmente esse tipo de gasto não pode ser computado.
Os dois dirigentes peemedebistas destituídos dos cargos pela direção nacional, Júnior Coimbra e José Augusto Pugliesi, conquistaram o direito de disputar as eleições, mas a um custo alto. Retirar todas as ações que vinham movendo contra o partido depois da intervenção da executiva nacional. Os deputados reconquistaram seus direitos políticos depois de perder ação na justiça de Brasília e ficar no mato sem cachorro, como dizem por aqui. A senadora Kátia Abreu, a principal vítima do plano dos ex-dirigentes de entregar a legenda ao governo, explica as condições da volta dos dois. “Nós ganhamos a liminar na Justiça em Brasília contra a nossa intervenção e a nossa convenção e mesmo ganhando na justiça abrimos as portas para que pudessem ser candidatos, mas não quer dizer que nós os queremos em nosso palanque. Sofremos muita dificuldade, muito sofrimento, muitos ataques, muitas injustiças e até hoje não conseguimos compreender os motivos”, disse a senadora ao falar sobre a decisão do partido em garantir o registro da candidatura de Coimbra e Pugliesi.
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Siqueira: ainda mandando / Foto: Koró Rocha[/caption]
O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) pediu ao governador Sandoval Cardoso (SD) a troca dos suplentes do candidato ao Senado Eduardo Gomes (SD). Sai o vice-governador Tom Lyra (PR) e entra o também empresário João Stival (PR). Tom Lyra passou para a segunda suplência. Há quem diga que Siqueira queria mesmo era a indicação do seu nome, o que ainda pode acontecer. O que releva que os Siqueira continuam mandando.

