O comércio exterior passa pelos trilhos

**Adonídio Neto é secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás

A esperança traduzida em ações nos faz ver um futuro melhor. A pandemia da Covid-19 e a decorrente situação de calamidade pública, sem precedentes em nossas gerações, têm mudado nossa percepção de mundo.

A área internacional e a logística são conhecidas por produzir resultados fortes e consistentes, mas exigem um trabalho de longo prazo, de qualidade, de persistência e de ritmo acelerado pela necessidade do trânsito de informações, de tecnologia e de produtos.

O último semestre serviu para nos mostrar como os goianos são resilientes e como a força do comércio exterior tem se sobressaído em nosso Estado. Embora as exportações brasileiras tenham caído, tivemos um aumento de 20,03% em nossas exportações, em comparação com 2019. De igual forma, acumulamos resultados expressivos nas exportações de carne, soja, ferroligas e açúcar.

As importações goianas também chamaram a atenção, com aumento nos produtos farmacêuticos, o que valida, uma vez mais, a vocação de Goiás para cuidar da saúde do país, produzindo medicamentos de qualidade em seu hub farmacêutico de Anápolis, o maior hub de medicamentos genéricos da América Latina.

A balança comercial teve o maior saldo da história em Goiás, acumulando no semestre incremento de 48%, em relação a 2019. O saldo foi positivo em quase 2,4 bilhões de dólares, cerca de 13 bilhões de reais.

Para conseguirmos esse local de destaque no cenário nacional trabalhamos com parceiros de qualidade como a Alemanha, os Estados Unidos, a Espanha e a China.

Para que possamos olhar para o futuro com segurança e garantir maior otimização de nossas exportações e competitividade de nossos produtos é importante que a infraestrutura esteja adequada à demanda crescente. O Brasil ainda é um país que tem como modal principal o rodoviário.

Para conseguir aproveitar as oportunidades que irão surgir no mundo pós-pandemia, no “novo normal” precisaremos de infraestrutura que nos faça conseguir chegar a mais lugares, com menores custos e atender de maneira ainda melhor aqueles que dependem de nossos produtos. E existem alternativas!

As duas novas plataformas logísticas na ferrovia norte-sul, em Rio Verde e São Simão, com investimentos privados da Rumo Logística e Caramuru Alimentos vêm ao encontro dessa necessidade. O modal ferroviário, além de mais uma opção de escoamento de produtos, tende a deixar os custos mais baixos, trazendo ainda mais competitividade para os produtos de altíssima qualidade de nossos exportadores e a esta implantação gera todo um desenvolvimento marginal pois, ao seu redor, serão instalados centros de distribuição, indústrias, serviços e toda a cadeia de suprimentos que esses empreendimentos requerem.

É marca do governo Ronaldo Caiado e Lincoln Tejota priorizar o desenvolvimento regionalizado do Estado. É necessário que todo goiano tenha a chance de empreender em sua própria região, com condições dignas, qualidade de vida e acesso aos recursos que os grandes centros oferecem. Essa é a política da inserção econômica e social que nos levará à dignidade e à minimização das diferenças socioeconômicas entre as diversas regiões de Goiás.

O Governo de Goiás não tem medido esforços para facilitar, incentivar, desburocratizar e atrair novos investimentos logísticos para o Estado de Goiás. O trabalho nos traz resultados, que nos dão a certeza de que podemos sempre fazer mais e melhor. Olhar toda essa evolução logística, que favorecerá nosso Comércio Exterior, nos dá orgulho e esperança dever um futuro melhor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.