Mendanha cumpre um ano e três meses do 2º mandato sem realizar uma única promessa de campanha

Gustavo entregou a prefeitura ao vice Vilmar Mariano para concorrer as próximas eleições sem efetivar qualquer um dos compromissos com a população

Na página de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não consta o Plano de Governo da gestão de 2021-2024 do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (Patriota). No entanto, com base nas declarações pretéritas dele para a imprensa, ele entregou o mandato ao vice Vilmar Mariano (Patriota) para concorrer as próximas eleições de outubro, sem conseguir cumprir uma única promessa de campanha. Em um ano e três meses, não tomou iniciativa de efetivar qualquer um dos compromissos que fez com a população para conquistar o 2º mandato. Aliás, demagogicamente, inaugurou obras planejadas e iniciadas pelo antecessor Maguito Vilela (In memoriam), como um, dos cinco, eixo estruturante e o Anfiteatro Municipal Cantor Leandro.

De autoria do Executivo, a Câmara Municipal aprovou no início do segundo mandato de Mendanha uma reforma administrativa que acrescentou mais seis secretarias à estrutura de 21 pastas, entre elas a de Segurança Pública – prometida na campanha. Na teoria, a pasta foi criada, porém, só. Efetivamente, ela não existe, apesar da nomeação de funcionários comissionados para a estrutura e titular, que permanece Roberto Cândido.

Outra secretaria anunciada durante o período eleitoral, a de Cultura, também foi incluída nas pastas que vieram com a reforma administrativa e, tal como a de Segurança, teve titular e pessoal nomeados, porém, não apresentou programas permanentes. O secretário designado permanece o pastor Avelino Marinho, que foi candidato a vereador, obtendo uma suplência.

Além disso, Mendanha prometeu asfaltar todos os bairros. É a mesma promessa feita na campanha para o 1º mandato e que não foi cumprida. Nesse 1 ano e três meses do 2º mandato, Gustavo Mendanha lançou 11 frentes de asfaltamento, a maioria em setores onde a pavimentação já havia sido iniciada e em seguida abandonada, caso da Vila Oliveira. A 600 metros da casa do prefeito, em um condomínio fechado em Aparecida, existem ruas com os moradores, que sofrem na poeira e na lama, aguardando o benefício.

Gustavo Mendanha prometeu implantar em Aparecida uma unidade de tratamento especializado em oncologia, mas, deixou o cargo sem chegar a esse objetivo. Tem mais: pelo alto custo da obra e pela debilitada situação financeira da prefeitura, que deixou de receber repasses federais para a Saúde e carrega hoje o fardo de uma folha de pagamento inflada para atender a acordos políticos, dificilmente o atual gestor iniciará essa obra.

Infelizmente, há famílias passando fome em Aparecida. O CadÚnico, espécie de banco de dados do governo federal sobre pessoas em situação de vulnerabilidade, registra mais de 40 mil aparecidenses. Gustavo Mendanha prometeu implantar uma estrutura para destinar cestas básicas em caráter permanente a quem precisa, mas até hoje o que fez foi doar demagogicamente um mês do seu salário para essa finalidade. Resultado: a fome voltou a Aparecida.
Os eixos estruturantes na prática significam a implantação de novas avenidas de pistas duplas para melhorar a ligação entre os setores mais movimentados da cidade e fazer a conexão com rodovias estaduais e federais e com Goiânia. Prefeitos como Maguito Vilela e Ademir Menezes foram produtivos nessa área. De 5 prometidos, Gustavo Mendanha inaugurou um, porém com falhas, como falta de valetas, meios-fios, bocas de lobos.

O desemprego é alto em Aparecida, cuja economia foi abalada pela crise do novo coronavírus. Gustavo Mendanha prometeu um programa para reintegrar pessoas que foram demitidas ao mercado de trabalho, por enquanto inexistente. Com o impacto da pandemia, a massa trabalhadora sem colocação formal é cada vez maior, sendo estimada hoje entre 15% e 16% da mão de obra ativa, conforme estudos nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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