Goiânia, “a cidade das possibilidades”

Apesar de tão ampla, dizem que “Goiânia é um ovo”, já que alguém sempre conhece alguém, que conhece alguém, que no fim conhece você.

Apesar de tão preenchida, Goiânia é uma tela em branco. Com mais de 1,5 milhão de habitantes – segundo estimativa de 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, cada um deles carrega consigo uma história a ser contada. Ou pintada, com suas mais diversas cores e combinações. Apesar de tão ampla, dizem que “Goiânia é um ovo”, já que alguém sempre conhece alguém, que conhece alguém, que no fim conhece você. Os laços sempre parecem entrelaçados – porque, no fim, talvez realmente sejam.

Em Goiânia, todos os dias são compostos de oportunidades. Oportunidade de ouvir uma boa história em um banco da Avenida Goiás, de saciar a fome com sanduíches em Pit Dogs da Rua 10, de rir com frases de cartazes pendurados nos pontos de ônibus ou ter uma prazerosa conversa com algum desconhecido enquanto espera na fila de uma Casa Lotérica a fim pagar uma conta de energia elétrica.

As possibilidades são muitas. Podem nem sempre ser boas. A poluição visual do centro de Goiânia, por exemplo, foi o estopim para que autoridades vissem a necessidade e a possibilidade de revitalização da região. Agora, grandes murais grafitados preenchem grandes muros, que, antes vazios e cinzas, passaram de “só mais um” para paisagens únicas da cidade.

Paisagens, na verdade, é o que não falta em Goiânia. Do Lago das Rosas ao monumento Viaduto Latif Sebba – também popularmente conhecidos como “os espetos da 85” -, goianienses diariamente têm a possibilidade de avistar os diversos cartões postais da cidade no simples trajeto em direção ao trabalho – ou até na volta para casa, no fim do dia.
Seu charme, na verdade, está nas mais diferentes curiosidades da cidade, que é lar do Museu de Ornitologia, com o maior acervo de aves, do rock independente – e não apenas do sertanejo – e das mais diversas lendas urbanas que circulam boca a boca. Dizem, inclusive, que o espírito do Padre Luís Palacin, maior historiador de Goiás, ainda anda pelos corredores da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás.

Com 88 anos, Goiânia é uma cidade nova. Um bebê, comparado a Salvador ou à cidade do Rio de Janeiro, que tem 465 e 456 anos, respectivamente. Ainda assim, é a segunda cidade com maior fluxo migratório – de acordo com o IBGE. Se é pelo pequi ou pela pamonha, é difícil precisar, mas se sabe que no fim, quem vem para Goiânia tem possibilidades para optar.

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