*Alano Queiroz

Recentemente, a população de Goiânia se deparou com uma notícia preocupante: a suspensão das cirurgias eletivas em maternidades municipais, atribuída à falta de insumos e a desafios no atendimento. A FUNDAHC, entidade gestora das maternidades, divulgou que os repasses da prefeitura estavam pendentes há um trimestre.

“Buscamos gestores focados em resultados efetivos e melhores práticas ou manteremos o status quo? “, pergunta Alano Queiroz. Foto: arquivo pessoal

A questão que surge é: como operar uma maternidade sem os devidos recursos? O fornecimento de insumos e o pagamento dos profissionais de saúde são pilares de um serviço eficiente. Uma entidade sem fins lucrativos tem sua operacionalidade comprometida quando há atrasos tão significativos em seus recebimentos.

Será que a Secretaria Municipal de Saúde não previu este cenário? Ou será que a saúde materna não está sendo tratada como prioridade?

Um ponto de destaque é que a maternidade representa, muitas vezes, o primeiro contato do cidadão com os serviços públicos. Essa experiência inicial deveria ser um marco de cuidado e eficiência, mostrando ao recém-nascido e sua família a qualidade e a dedicação do serviço público. Porém, a realidade apresentada sinaliza deficiências na gestão.

O cenário atual revela os desafios enfrentados pelo sistema público de saúde, onde a alocação inadequada de recursos e as decisões de gestão podem afetar diretamente a população. O bom uso do dinheiro público, a escolha criteriosa de gestores e a definição de prioridades são essenciais para garantir um serviço de qualidade.

É importante que situações como esta instiguem reflexões sobre nossas escolhas nas próximas eleições. Devemos ponderar: buscamos gestores focados em resultados efetivos e melhores práticas ou manteremos o status quo? A qualidade dos serviços de saúde, principalmente nos primeiros momentos da vida, deveria ser uma bandeira inegociável para qualquer administração. A população de Goiânia merece um sistema de saúde que esteja à altura de suas necessidades e expectativa.

Alano Queiroz – é médico ortopedista, pós graduado em Gestão em Saúde pela FGV e vice-presidente estadual do Partido NOVO.