O pirarucu foi considerado como espécie invasora em dez regiões hidrográficas do Brasil que estão fora de sua ocorrência natural, o bioma amazônico, por isso teve a sua pesca liberadas nestas regiões. A decisão foi estabelecida em Instrução Normativa que objetiva a orientação sobre manejo e controle populacional do peixe.

O peixe é um predador de topo de cadeia, generalista e oportunista com capacidade de sobrevivência em diferentes nichos do ambiente aquático. A determinação legal se orienta com as diretrizes de Política Nacional da Biodiversidade que antevê práticas de prevenção, erradicação e controle de espécies invasoras.

Onde está a liberada a pesca do pirarucu em Goiás e DF

No estado de Goiás, a autorização de pesca e abate do pirarucu foi estabelecida na Bacia do Parnaíba e do São Francisco, ao passo que está sob restrição na Bacia Tocantins-Araguaia. Dessa forma, a captura do animal esta liberada durante todo o ano nas regiões Sul, Sudoeste e Leste de Goiás, onde o peixe é invasor.

Fonte SEMAD

Já no Distrito Federal, são seis bacias hidrográficas com autorização de pesca, sendo elas a Rio Preto, Lago Paranoá, Corumbá, São Marcos, São Bartolomeu e Rio Descoberto. A bacia hidrográfica do Maranhão que abrange a região norte do distrito está com a captura do pirarucu restrita.

Fonte: ADASA

A determinação deve ser revista após três anos de vigência para avaliação da efetividade em relação ao controle da espécie invasora.

O pirarucu

O pirarucu, de nome científico Arapaima Gigas, é o maior peixe de rio do mundo e pode chegar a pesar 200 quilos. O seu nome vem da língua Tupi e significa “pira” – peixe e “urucum”-vermelho; isso por conta das suas escamas serem avermelhadadas na época de reprodução.

Já foram encontrados pirarucus de até 3 metros de comprimento, o que justifica o significado do seu nome científico que quer dizer o gigante do gênero arapaima. Esta espécie fluvial é mais antiga que o próprio ser-humano e chegou a conviver com os dinossauros há 200 milhões de anos, além de gigante é pré-histórico.

Ele precisa subir até a superfície para respirar, pois, desenvolveu uma bexiga natatória modificada que funciona com um pulmão. Isso o deixa mais vulnerável para pescadores.

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