O presidente do Fundo Emergencial para a Sanidade Animal de Goiás (Fundepec-GO), Antônio Flávio Camilo de Lima, afirmou que foi pego de surpresa com a decisão do governo estadual de não renovar o termo de parceria com a Agrodefesa neste ano. A entidade divulgou nesta quarta-feira, 4, nota contra a decisão.

“O Fundepec é um fundo 100% privado. Foi criado para realizar ações de emergência sanitária e indenizar produtores em casos de ocorrência de doenças como febre aftosa. Nunca houve contribuição por meio de cobrança da Agrodefesa, conforme divulgado”, esclareceu Lima.

O fundo foi criado em 1997 e se mantém por doações voluntárias dos pecuaristas. Segundo Antônio Flávio, o Fundepec chegou a repassar R$ 1,5 milhão por ano à Agrodefesa. Isso, como repasse para as ações emergenciais do órgão.

Ele é ex-secretário estadual da Agricultura e ressalta que o Fundepec tinha assinado Termo de Cooperação com a Agrodefesa, que expirou em 31 de dezembro de 2022, mas com interesse em renová-lo. “Fomos surpreendidos por esse gesto do governo”, frisou. “São mais de 20 anos de parceria”, emendou.

Fundepec

O governador Ronaldo Caiado (UB) determinou, em 30 de dezembro, que o acordo entre a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e o Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec), formado com recursos arrecadados dos pecuaristas, não fosse renovado neste ano.

O acordo para contribuição ao Fundepec termina neste mês de dezembro e a partir de 1º de janeiro de 2023 não haverá mais, pela Agrodefesa, essa cobrança aos produtores que atuam nas áreas de bovinocultura, suinocultura, abate de frangos e produção de leite. “Agora nos chamou a atenção a divulgação dessa inverdade por parte do governo. Que nunca contribuiu, direta ou indiretamente, não tem nenhuma participação no Fundepec”, afirma Lima.