Euler de França Belém
Euler de França Belém

Professor da UFMG que denunciou plágio de Alexandre de Moraes foi promotor de justiça em Anápolis

Fernando Gonzaga Jayme, como o sobrenome indica, tem parentes em Goiás. O diretor da Faculdade de Direito constatou que o ministro da Justiça licenciado copiou livro de jurista espanhol

O jurista e doutor em Direito Fernando Gonzaga Jayme, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, denunciou que o ministro da Justiça licenciado, Alexandre de Moraes — recém-indicado pelo presidente da República, Michel Temer, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (ainda será sabatinado pelo Senado) —, copiou trechos de um livro do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente, mas não citou a fonte, exceto na bibliografia.

O advogado Talmon Pinheiro de Lima, de Anápolis, conta que Fernando Gonzaga Jayme foi promotor de justiça em Anápolis, “há mais de 15 anos”.

Talmon diz que Fernando Jayme deixou o Ministério Público de Goiás “para retornar a Belo Horizonte” com o objetivo de “lecionar na Universidade Federal de Minas Gerais. Conheci-o pessoalmente e o nome dele é Fernando Gonzaga Jayme, e é aparentado da mesma família de Goiás”.

Fernando Jayme é diretor da Faculdade de Direito da UFMG — considerada uma das mais qualificadas do país.

Currículo Lattes

Fernando Gonzaga Jayme é diretor da Faculdade de Direito da UFMG, professor associado de Direito Processual Civil da Faculdade de Direito da UFMG. Advogado. Membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1992), Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999 e 2003). Trabalha com direito processual civil, resolução consensual de conflitos e direito administrativo. Pesquisa temática relacionada aos direitos humanos, direito e processo constitucional, direitos fundamentais, direito processual civil e os métodos autônomos de resolução de conflitos.

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O ministério da justiça justificou dizendo que o livro cita centenas de trabalhos…. realmente isso não basta. O plágio não é definido pela quantidade de trabalhos que se cita, mas pelo fato de incluir textos (e dessa maneira idéias) na íntegra, sem citar a fonte. Assim o leitor fica achando que aquele texto foi uma idéia original do autor, enquanto ela simplesmente foi “sugada” de outro trabalho. Na Alemanha em 2011 um ministro pediu demissão por uma infração similar, e nem mesmo era em um livro público, apenas em sua tese. Aqui devíamos evitar que ele entrasse, já que os… Leia mais
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