Wilder diz ter recebido confirmação de Bolsonaro para “seguir em frente” como pré-candidato; Gayer fala em “mentira”
14 fevereiro 2026 às 20h09

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Após se encontrar com Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, neste sábado, 14, o senador Wilder Morais se manifestou publicamente pela primeira vez e disse ter recebido do ex-presidente a confirmação de que ele deve “seguir em frente como pré-candidato ao governo de Goiás”. Já o deputado federal Gustavo Gayer disse mais cedo, sem citar nomes, que “nada é pior do que mentir sobre ter o apoio de uma pessoa que está presa e não pode falar a verdade”.
No texto publicado nas redes sociais, que acompanha um carrossel de fotos dos dois políticos, Wilder disse ter havido “uma conversa franca” com Bolsonaro, e que ele pediu ao ex-presidente que o PL se mantivesse alinhado aos princípios dele.
“Em 2022, ele me convidou para ser senador e agora, mais uma vez, fui buscar orientação e recebi a confirmação de que devo seguir em frente como pré-candidato ao governo de Goiás. E, principalmente, construir um espaço próprio para apoiar e trabalhar pelo pré-candidato, também escolhido por ele para a Presidência da República, Flávio Bolsonaro”, escreveu.
A apontada confirmação da pré-candidatura ao governo de Wilder, por parte de Bolsonaro, poria fim à possibilidade de uma aliança do PL com Daniel Vilela em Goiás, composição essa que resultaria na indicação de Gustavo Gayer na chapa governista ao Senado, junto com Gracinha Caiado.
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No entanto, o deputado federal, horas antes da publicação de Wilder Morais, postou em suas redes sociais um texto no qual se refere ao senador.
Sem citar nomes, Gayer afirmou que “nada pior do que mentir sobre ter o apoio de uma pessoa que está presa e não pode falar a verdade”. O diz ainda que o político mencionado “só foi eleito por causa do Bolsonaro” e que, ao ignorar um pedido do ex-presidente, poderia comprometer a eleição de Flávio Bolsonaro e a formação de maioria no Senado.
Ainda na publicação, Gayer faz uma comparação política ao afirmar que “parece que temos uma nova Joice Hasselmann no pedaço”, em referência à ex-parlamentar que rompeu com Bolsonaro após ter sido eleita com apoio do então presidente.
Guerra de versões
Mais cedo, a coluna Bastidores do Jornal Opção revelou que fontes da cúpula do PL em Goiás afirmaram que, ao contrário do que anunciou Wilder, não houve aval à candidatura dele por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação, conforme as fontes, seria da primeira-dama Michelle, que também esteve hoje com Bolsonaro.
Segundo um bolsonarista da alta cúpula, Michelle Bolsonaro, que visitou o ex-presidente logo após Wilder, ligou para integrantes do partido em Goiás e informou que Bolsonaro não vetou a candidatura de Wilder, mas deixou claro que não concordava com ela, uma vez que o projeto do partido era a eleição de senadores. “Disse que a prioridade é Gayer senador e Flávio presidente”.
O ex-presidente, no entanto, teria passado a bola para o presidente do PL nacional, Valdemar Costa Neto. Ele teria dito que respeitará o que for acordado com o dirigente da sigla.

