O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), fez um aceno direto ao futuro político do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), ao brincar que terá de “tolerá-lo” como deputado federal. A declaração foi feita nesta terça-feira, 31, durante discurso na cerimônia que marcou a posse de Daniel Vilela (MDB) como governador do Estado.

A fala, em tom descontraído, veio acompanhada de elogios à trajetória de Bruno dentro da base aliada. “É dizer a você, Bruno, que vai a deputado federal. E eu vou ter que te tolerar lá como deputado federal”, afirmou Caiado, arrancando reações do público presente.

O governador destacou a atuação do parlamentar ao longo de sua gestão, lembrando que ele foi líder do governo no primeiro mandato e presidente da Alego no segundo. “Bruno foi meu líder nos quatro anos do primeiro governo, presidente nos quatro anos do segundo. Então ele chegando lá, eu tenho certeza que logo, logo, ele já está ocupando os maiores cargos daquela casa”, disse.

A declaração reforça o movimento de consolidação de nomes da base governista para a disputa de 2026, em um cenário em que o grupo busca manter protagonismo tanto no Estado quanto em Brasília.

Durante o discurso, Caiado também fez um balanço de sua gestão e ressaltou o perfil de trabalho que espera da continuidade do governo sob comando de Daniel Vilela. Segundo ele, governar exige responsabilidade fiscal e capacidade de tomar decisões difíceis.

“Governar não é dizer sim a todo mundo. Governar é mostrar a realidade do Estado e muitas vezes dizer não. Quando o Estado tem aquilo que não pode perder mais, o equilíbrio fiscal, ele consegue governar”, afirmou.

O governador ainda destacou que o sucessor terá de manter um ritmo intenso de trabalho. “O Daniel não tem direito nem a dormir. Vinte e quatro horas não batendo. Agora é trabalhar, e vocês podem botar peso nas costas dele, que ele dá conta”, disse.

Ao encerrar, Caiado projetou confiança na base política para o próximo ciclo eleitoral. “A certeza da vitória nessa luta de 2026. A gente não brinca com eleição. Eu chamo urna de vossa excelência. E nós temos que trabalhar cada vez mais”, concluiu.

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